Tendências Gartner 2022

Tendências para 2022: previsões do Gartner para infraestrutura e operações nos próximos meses

Leitura de 8 minutos
12/01/22

Desde o início de 2020, as infraestruturas de dados não apenas mostraram ao mundo sua relevância, mas comprovaram o papel crucial que desempenham na economia – em especial, ao sustentar as operações online e viabilizar o trabalho remoto. Nesse sentido, no âmbito tecnológico, as tendências para 2022 indicam que os próximos meses serão um divisor de águas no que tange à evolução do setor.

Diante desse cenário, em sua tradicional conferência sobre infraestrutura de TI, operações e estratégias de nuvem, cuja última edição ocorreu virtualmente em dezembro de 2021, os analistas do Gartner apresentaram as seis principais tendências para as quais as organizações devem começar a se preparar nos próximos 12 a 18 meses.

E já, desde o início, ressaltaram não apenas a importância dos times de Infraestrutura & Operações trabalharem em perfeita sinergia com o negócio, mas de atuarem como verdadeiros agentes de transformação na organização. “Os líderes de I&O precisam impulsionar a mudança, não simplesmente absorvê-la”, provocou Jeffrey Hewitt, vice-presidente de pesquisa do Gartner.

Assim, o analista explicou que é alta a expectativa pelo fornecimento de serviços convergentes, mais adaptáveis ​​e resilientes, que possam ser operados de qualquer lugar, para sustentar uma força de trabalho cada vez mais distribuída.

Isso está pressionando os gestores de infraestrutura a tomarem ações capazes de vincular suas decisões e de aproximá-las dos requisitos de negócios, um tema que permeia as tendências para 2022 ”.

A seguir, conheça as tendências tecnológicas que prometem guiar o mercado global ao longo do ano.

#1. Infraestrutura ‘just-in-time’

Para definir a infraestrutura que melhor atenderá a empresa no futuro, o Gartner ressaltou que os líderes precisarão, inicialmente, definir suas possibilidades ao responder duas questões prioritárias:

  • de onde as cargas de trabalho serão entregues – por exemplo, do Data Center, de um Colocation Center, ou da Edge
  • e por qual motivo – inovação? transparência de custos?

Nesse sentido, a velocidade de implantação está se tornando tão importante quanto colocar a estrutura certa no lugar correto. Essa é a ideia por trás da infraestrutura just-in-time, uma das tendências para 2022 consideradas essenciais.

Emprestada do termo “fabricação just-in-time”, trata da redução dos tempos de implantação, bem como da alimentação da capacidade de resposta da empresa às necessidades de negócios, com operações instaladas em qualquer lugar.

Assim, os analistas do Gartner acreditam que este passará a ser um importante fator de diferenciação quando os clientes forem comparar concorrentes e negociar com seus provedores de serviços.


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#2. Nativos Digitais

De um modo geral, as empresas nativas digitais são aquelas que tornaram a nuvem pública e outros recursos digitais parte de seu modelo de negócio desde o início, tais como os aplicativos de compartilhamento de viagens ou os serviços digitais de entrega de alimentos.

Neste segmento, as organizações combinam diferentes abordagens de receita para monetizar ativos digitais, visando à conquista de novos clientes e o aumento de participação de mercado. E as empresas que adotam esse modelo de negócio, startups em sua maioria, tornaram-se mais comuns desde o início da crise imposta pela Covid-19.

Há uma oportunidade para as organizações tradicionais alavancarem seus parceiros nativos digitais que prosperaram durante a pandemia, para também produzir ofertas altamente ágeis, inovadoras e competitivas; ou de juntar-se às que podem”, disse Hewitt. Isso porque normalmente enfrentam um dilema de ‘juntar-se ou competir’ com os entrantes.

Em conclusão, o Gartner ainda alertou a expectativa de que, até 2025, 70% dos líderes de I&O que ignorarem a inovação serão marginalizados a apenas ao suporte a sistemas legados.

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#3. Convergência

Essa tendência para 2022 reflete a necessidade de que o crescente número de ferramentas de gestão e de monitoramento – que incluem desde o gerenciamento de serviços de TI (ITSM) até as operações de inteligência artificial (AIOps) – sejam conectados em uma única ferramenta de gestão, de forma abrangente.

Os analistas afirmaram que a adoção de tecnologias combináveis é um critério essencial por entregar valor tangível ao negócio, já que permite que componentes de sistemas e dados se harmonizem de forma mais rápida e fácil. Assim, reduz-se o tempo e os gastos com implantação, correção de falhas e libera-se a equipe técnica para outros projetos estratégicos.

De acordo com a pesquisa Gartner CIO and Technology Executive Survey, 58% das empresas com alto nível de convergência em sua TI criam recursos de integração para dados, análises e aplicativos. E, como resultado, representantes de tais organizações relataram um melhor desempenho de negócios, em comparação com seus pares ou concorrentes, no ano passado.

Ademais, pode-se estender a capacidade de convergência a toda a pilha de tecnologia, inventariando o uso atual de ferramentas de gerenciamento e identificando aquelas que podem ser combinadas. “Assim, é possível formar um portfólio mais valioso e abrangente, que melhore a agilidade de I&O e gere ótimos resultados de negócios”, explicou Jeffrey Hewitt.


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#4. Proliferação de Dados

Entre as principais tendências para 2022, é indiscutível que os dados continuarão a se multiplicar em variedade, velocidade e volume, especialmente ao se avançar em novas tecnologias, como a blockchain e o metaverso.

E à medida que as empresas continuarem a expandir seus esforços de coleta e tratamento de dados, a evolução da infraestrutura dos Data Centers será fundamental para orientar as políticas relacionadas ao processamento, à retenção e ao cumprimento dos requisitos legais.

Desse modo, os profissionais de infraestrutura e operações precisarãom trabalhar em estreita colaboração com as equipes de dados. Assim, ao expandir as funções de machine learning, a qualificação e a análise das informações, será possível, efetivamente, fomentar o gerenciamento e o uso estratégico de dados em toda a empresa.


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#5. Perspicácia nos Negócios

Via de regra, os líderes de Infraestrutura e Operações estão orientando suas funções por meio de um ambiente de tecnologia distribuída e em rápida mudança que, rapidamente, vem sendo ameaçado pela lacuna de talentos de TI. E que, portanto, requer novas habilidades.

Considerando-se o futuro do trabalho, uma recente pesquisa do Gartner apurou que, para 64% dos líderes de I&O, as habilidades e recursos insuficientes se destacaram entre seus maiores desafios de 2021.

A vida útil das habilidades técnicas está diminuindo”, disse Hewitt, ao explicar que, como o gestor de I&O precisa constantemente fornecer justificativas de negócios para o que fazem, as organizações estão contratando mais profissionais experientes em negócios do que com os mais avançados graus estritamente técnicos.

Desse modo, o Gartner espera que, até 2025, os CIOs venham a preencher 65% das posições de líderes de I&O.


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#6. Escadas de Carreira: diversificação

Semelhante à tendência de visão de negócios, a área de Infraestrutura & Operações está se afastando das carreiras de domínio único, impulsionadas por cargas de trabalho e competências técnicas herdadas. Na verdade, 29% das habilidades inseridas em um anúncio de vagas para especialistas de nível médio na área de I&O, em 2018, possivelmente não foram necessárias até 2022, de acordo com dados do Gartner Talent Neuron.

Em vez disso, as tendências para 2022 mostram que as equipes estão se movendo lateralmente em uma estrutura baseada em competências. E esta, por sua vez, leva em consideração as chamadas ‘soft skills’, enfatizando tanto a agilidade de aprendizado quanto a experiência em vários setores de domínio.

Embora isso certamente exija um ajuste de mentalidade para alguns dos especialistas mais experientes, haverá muito mais oportunidades à medida que se afastarem do pensamento territorial e passarem a promover um ambiente colaborativo ”, concluiu Hewitt.


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Conclusão

Mais do que nunca, os movimentos que vêm se consolidando na sociedade estão, naturalmente, se refletindo no crescente aumento de demanda por infraestruturas de dados como os Data Centers, seja no Colocation ou na borda.

Entre esses movimentos, vale destacar a flexibilização da jornada de trabalho – com crescente a aceitação de empresas e colaboradores ao trabalho híbrido de modo perene -; a importância da omnicalidade na experiência do cliente, as preocupações com a segurança e com preservação do meio ambiente.

Consequentemente, para suportar uma vida cada vez mais digital de empresas e cidadãos, as infraestruturas tecnológicas precisarão ser cada vez mais robustas, estáveis e sustentáveis.

Diante desse cenário, o Gartner, uma das principais referências no mercado de tecnologia global, apontou as tendências para 2022 que prometem impactar o segmento de Infraestrutura e operações nos próximos meses.

O futuro não é sobre o Data Center, a nuvem ou a borda — trata-se de criar um ambiente que permitirá que a TI implante aplicações de negócios e cargas de trabalho em qualquer lugar, a qualquer hora, a qualquer momento “.

David Capuccio,
analista vice-presidente do Gartner

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