nuvem centralizada com diversas conexões, representando a edge computing e suas ligações com data center

Edge Computing: saiba como o Colocation maximiza a performance do Data Center

Leitura de 7 min
07/04/21

Descentralizar estruturas, organizando as cargas de trabalho conforme as demandas do negócio, é um dos caminhos para otimizar o uso de soluções digitais. É o caso da Edge Computing, abordagem que reduz as distâncias percorridas pelos dados visando, prioritariamente, à redução da latência e à estabilidade da rede.

Diante desse cenário, nota-se que o uso do Data Center tradicional, centralizado nas instalações da empresa, está em declínio em todo o mundo. Inclusive, o Gartner estima que, até 2025, oito em cada dez serão reposicionados.

Em substituição, veremos o crescimento da arquitetura híbrida, que inclui aplicações em Cloud, serviços de Colocation e pequenos centros de dados localizados nas proximidades das organizações. Estes últimos, aliás, são a base da Edge Computing (ou computação de borda, como também é chamada).

Neste artigo, você entenderá como esse tipo de infraestrutura mais moderna proporciona ganhos importantes, em termos de produtividade, disponibilidade e capacidade de rede, para o seu negócio.

Leia o artigo completo e saiba como se beneficiar desse modelo.

Edge computing: encurtando distâncias para mitigar latência

Inegavelmente, novos recursos baseados em tecnologias da nova geração, exigem maior capacidade de processamento dos Data Centers.

Contudo, esperar para carregar e visualizar um conteúdo em Realidade Aumentada, por exemplo, pode fazer um cliente desistir da compra. Ou então, no caso do ambiente de trabalho corporativo, uma rede lenta pode reduzir a produtividade das equipes.

Tal cenário coloca a Edge Computing cada vez mais em evidência. Isso porque trata-se de uma rede composta por Data Centers menores, capazes de processar dados críticos localmente. Assim, em vez de enviá-los para uma nuvem distante, o que aumentaria a latência, o processo ocorre localmente, na “borda” da rede da empresa (daí o seu nome).

Para se ter uma ideia, segundo um estudo realizado pela Cisco, até 2023 teremos 14,7 bilhões de conexões M2M (machine to machine) no mundo inteiro. E suas aplicações pedem uma latência inferior a 20 milissegundos (ms), abaixo do solicitado normalmente.

Ou seja, para que isso ocorra, é preciso encurtar as distâncias entre três elementos:

  • a computação,
  • o armazenamento de dados
  • e os usuários.

Por isso, à medida em que as infraestruturas e as ofertas de serviços evoluem, as companhias devem buscar soluções e abordagens que estejam de acordo com esse cenário. E duas das que estão em destaque, segundo listas de tendências e projeções do Gartner, são a nuvem distribuída e a Edge Computing.

A última possibilita uma aproximação entre o processamento e as fontes de informação. Sendo assim, o tráfego local é priorizado e distribuído, com o intuito de reduzir a latência.


LEIA MAIS: Forrester destaca as principais tendências para Data Centers na era do trabalho remoto


Por que a Edge Computing

A consultoria IDC divulgou recentemente uma pesquisa destacando a Edge Computing como um caminho para otimizar a comunicação entre dispositivos conectados e Data Centers. Segundo a instituição, até 2025 haverá 55,9 bilhões de gadgets gerando 79 zettabytes de dados.

Ao adotar a abordagem, o IDC alerta que as companhias devem preparar também a sua infraestrutura para utilizá-la adequadamente. É essencial, por exemplo, pensar em aspectos fundamentais para o bom funcionamento da operação, tais como:

  • Segurança: as defesas devem ser ampliadas de modo correspondente. Ou seja, é importante certificar-se de que todos os caminhos estão protegidos (Data Centers centrais, dispositivos de ponta e os próprios terminais). A IDC destaca, ainda, que a Edge Computing é mais segura e resiliente, pois o fato de ser descentralizada evita que exista um ponto único de falha;
  • Nuvem: a abordagem edge não dispensa o uso da cloud computing. A infraestrutura de TI deve dispor de uma inteligência capaz de distribuir as cargas de trabalho. Sendo assim, sempre que for necessário utilizar aplicações pesadas, por exemplo, usa-se a nuvem. Quando se tratar de algo leve, direciona-se o fluxo para a computação de borda;
  • Internet das Coisas: a Edge Computing confere maior autonomia às máquinas, o que assegura uma comunicação mais rápida e fluida. Além disso, favorece também a captação de dados, essenciais para embasar as tomadas de decisão das companhias.

LEIA MAIS: Cloud 2.0: Colocation como alicerce para a nova geração da nuvem


Repensar a arquitetura para ganhar agilidade

O uso cada vez maior de soluções em nuvem tem aumentado a demanda por capacidade de Data Center. E além disso, vem estimulando para a crescente adoção da Edge Computing. Como vimos, todo o processamento, armazenamento, controle e gerenciamento dos dados ocorre muito mais perto dos usuários, aumentando a capacidade de resposta das aplicações. 

Entre os ganhos, vale destaque para produtividade, eficiência, vantagens competitivas e melhorias significativas na experiência do cliente. Não é à toa que é apontada pelo Gartner e pela Forrester como uma abordagem essencial para o desempenho da rede 5G e também para atividades em ascensão, como jogos em tempo real ou transmissões ao vivo.

Para assegurar tais características, no entanto, é essencial que os Data Centers contratados pelas companhias tenham capacidade de provisionamento flexível e escalabilidade. Ou seja, que permitam armazenar e processar dados exatamente nos locais onde são demandados

Tudo isso com agilidade, segurança e resiliência. E, neste sentido, a Edge Computing beneficia-se muito dos serviços de Colocation. Daí a importância de repensar a arquitetura da rede, de modo híbrido e estratégico.


LEIA MAIS: O futuro do seu Data Center é híbrido


Por que o Colocation?

Nesse contexto, como os dados não são trafegados até Data Centers mais distantes, a Edge Computing demanda soluções locais. E é exatamente por isso que os serviços de Colocation se destacam como uma solução crucial.

Esse tipo de instalação é capaz de preencher lacunas que existem entre os pequenos Data Centers não-tripulados, geralmente situados próximos a antenas de sinal para celulares ou a hospitais, além de grandes infraestruturas centralizadas. 

Sendo assim, por serem construídos em localizações estratégicas, as instalações de Colocation viabilizam facilmente a implantação de servidores nas proximidades de empresas e de usuários finais.

Provedores de Colocation são mais do que fornecedores de infraestrutura. São elementos estratégicos para melhorar a performance da companhia como um todo”.

Fonte: Forrester
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Para se ter uma ideia, grandes empresas que comercializam serviços de cloud, buscam o Colocation para avançar em mercados específicos sem investir em uma estrutura própria (o que demandaria mais tempo e dinheiro).

Tais ambientes costumam ser bem situados, valendo-se da conectividade de baixa latência e de uma largura maior de banda.

De acordo com o Data Center Map, no Brasil há 65 Data Centers de Colocation, sendo que a maior parte deles encontra-se nem São Paulo e no Rio de Janeiro. Trata-se de um segmento em constante crescimento.


LEIA MAIS: Local, Colocation e Cloud: entenda como otimizar a conectividade entre os modelos


Benefícios para os negócios

Além de ser um elemento importante na arquitetura de rede, o Colocation ainda conta com diferentes vantagens para as companhias.

Por terem sido planejados para armazenar os servidores das empresas, dispõem de condições adequadas de refrigeração e armazenamento. São alimentados também por energia elétrica e conectividade contínuas, o que favorece a disponibilidade.

Tudo isso irá garantir que os dados estejam sempre acessíveis e protegidos, com backups acionados.

Ademais, ao adotar a solução, as empresas conseguem reduzir custos de investimento em ativos e também em equipes que seriam destinadas a monitorar esses ambientes.

Conclusão

Reduzir a latência é essencial para melhorar a performance das equipes, especialmente no trabalho remoto, além de oferecer uma experiência mais satisfatória aos clientes e disponibilizar serviços de qualidade. A Edge Computing, por sua vez, viabiliza justamente isso ao encurtar as distâncias no tráfego de dados, reduzindo a latência e ampliando a disponibilidade e a eficiência da rede.

Neste contexto, o Colocation aparece como uma solução capaz de concretizar todo esse processo, exigindo investimentos menores e menos complexos. 

Isso porque, como vimos, as empresas podem recorrer a edificações prontas, escaláveis e contratadas como serviço, além de estrategicamente bem localizadas, de acordo com as necessidades da organização.

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