Como o colocation ajuda a reduzir custos de Data Center. ODATA

Como o colocation ajuda a reduzir custos e a aumentar a disponibilidade de TI

Leitura de 11 min
12/07/20

Se reduzir custos sempre foi uma das principais premissas de operações saudáveis, diante de uma crise econômica global torna-se um imperativo para a continuidade dos negócios.

Em 2020, os gastos com TI sofrerão uma queda de 8% em relação a 2019, de acordo com a última previsão do Gartner. Por isso, a pandemia da Covid-19 e os efeitos da recessão econômica global estão exigindo que os líderes empresariais priorizem investimentos em serviços de missão crítica, em detrimento de iniciativas dedicadas a crescimento ou inovação.

Os CIOs adotaram a otimização de custos de emergência, o que significa que os investimentos serão minimizados e priorizados em operações que mantêm os negócios funcionando. Esta será a principal prioridade para a maioria das organizações em 2020.

John-David Lovelock,
vice-presidente de pesquisa do Gartner

De acordo com o instituto, todos os segmentos sofrerão um declínio nesse ano, com dispositivos e sistemas tradicionais de Data Center observando os maiores cortes nos gastos.  No entanto, à medida que o isolamento social continua a estimular o trabalho remoto, segmentos como serviços de nuvem pública crescerão 19% em 2020.

Assim, com os Data Centers sendo cada vez mais demandados mediante ao aumento do tráfego decorrente de aplicações que rodam em cloud, o que fazer para garantir a disponibilidade e a eficiência da estrutura? Como cortar gastos diante desse cenário?

Migrar a infraestrutura de dados local para o modelo de colocation tem se destacado entre as iniciativas mais eficientes para reduzir custos fixos do orçamento de TI.

Entenda porquê.

Neste artigo você vai ver:

  • Despesas de capital ou custos operacionais: como otimizar
  • Como o modelo “CapEx versus OpEx” se aplica aos Data Centers
  • Como o Colocation reduz custos fixos
  • Principais vantagens do Colocation para reduzir despesas
  • Migração de Data Center durante a crise?

Despesas de capital ou custos operacionais: como otimizar

Considerando a dinâmica de mudança da economia, tornou-se essencial para as empresas pensarem em soluções mais efetivas para otimizar seus investimentos em tecnologia. E um dos caminhos mais eficazes é a conversão de despesas de capital (CapEx) em custos operacionais (OpEx).

Mas antes de nos aprofundarmos nos motivos pelos quais a migração de uma infraestrutura on-premise para modelos virtualizados (como o colocation) contribui para essa economia, vale a pena esclarecermos ambos os conceitos:

  • CapEx: uma despesa de capital (do termo em inglês Capital Expenditure ) é um gasto único que envolve a compra de um ativo tangível. Também se aplica ao custo de reparos ou à atualização desse ativo ao longo do tempo. Do ponto de vista contábil, qualquer gasto classificado como CapEx não é totalmente deduzido no período contábil em que o custo foi incorrido, mas distribuído ao longo de vários anos, à medida que o valor do ativo é depreciado. Alguns exemplos de itens que normalmente são incluídos em CapEx são equipamentos de computação,  infraestrutura física de Data Center, cabos para fornecer acesso à conectividade, etc;
  • OpEx: uma despesa operacional (em inglês, Operational Expenditure) abrange qualquer gasto realizado para manter os negócios em funcionamento no dia-a-dia. Como as despesas com OpEx se baseiam na abordagem de “pagamento conforme o uso”, não há ativos de longo prazo envolvidos. Isso significa que tais investimentos são dedutíveis do imposto de renda, na totalidade, no mesmo ano fiscal em que são efetuados. Alguns exemplos de itens que entram nesse orçamento são os salários de funcionários, custos de energia, taxas de aluguel e leasing de equipamentos.

Assim, ao analisarmos as definições, fica claro que o principal ponto de destaque é a diferença tributária de ambos. Como a vida útil de um item alocado em CapEX geralmente ultrapassa o ano fiscal, é preciso lançar mão de recursos como amortização e depreciação para redistribuir esse custo.

Em contrapartida, as despesas operacionais são dedutíveis de encargos (como o Imposto de Renda) no mesmo ano em que são realizadas, facilitando a gestão dos orçamentos corporativos, a previsibilidade e a liberação do fluxo de caixa.

Como o modelo “CapEx versus OpEx” se aplica aos Data Centers

Os investimentos em Tecnologia da Informação são complexos. Por isso, é fundamental reavaliar periodicamente a categorização dos ativos da companhia. E para muitas organizações, os Data Centers representam um desafio e uma oportunidade para a análise e redução de despesas.

Por isso, em todo o mundo, muitas empresas estão migrando suas estruturas locais para modelos mais econômicos e que são pagos como serviço, tais como o Hosting, o Colocation e os diversos tipos de Nuvem.

O Data Center como Serviço (ou, em inglês, Data Center as a service – DCaaS) é o fornecimento de instalações externas e tudo o que está envolvido na manutenção de sua infraestrutura física. Nesse modelo, os clientes alugam espaço de um provedor especializado, usando seus servidores, rede,  armazenamento e outros recursos de computação, pagando tudo de forma consolidada.

E ao fazê-lo, a empresa poderá converter suas despesas de Data Center em OpEx.

Como o Colocation ajuda a reduzir custos

Como vimos, enquanto a construção e a manutenção de uma instalação privada onera significativamente qualquer orçamento, a migração de servidores e ativos de TI para a infraestrutura de um provedor especializado se apresenta como uma das iniciativas mais eficazes para a otimização de custos.

Entre as opções de DCaaS, o Data Center de colocation carrier neutral se destaca como uma das mais eficientes.

Graças às características de flexibilidade, controle e escalabilidade modular, os serviços de colocation permitem que organizações de todos os tamanhos (das menores às grandes corporações) tenham acesso aos benefícios de um Data Center de nível corporativo. E por uma fração do que custaria para construir e manter instalações próprias.

E assim, conseguem reduzir custos operacionais no processo, economizando em diversos itens como:

  • gestão de conectividade;
  • segurança física;
  • manutenção e limpeza das instalações;
  • compras de equipamentos para suportar o ambiente (UPS, ar condicionado, entre outros);
  • consumo de energia;
  • folha de pagamento de equipe dedicada à manutenção;
  • geração de lixo eletrônico (considerando-se a depreciação de equipamentos após cinco anos), entre outros.

Principais vantagens do Colocation para reduzir custos

A natureza do colocation torna sua contratação uma das estratégias mais eficazes de redução de custos de TI. Assim, ajuda empresas que desejam avançar em suas jornadas de transformação digital a se reposicionarem rapidamente.

Para isso, vale destacar algumas de suas principais vantagens:

#1. Conectividade estável e de qualidade

Data Centers de Colocation neutros em operadora fornecem um ambiente rico em conectividade para seus clientes. Isso garante maior disponibilidade aos seus sistemas, impedindo que eventos de downtime venham a impactar a operação e a continuidade do negócio.

#2. Geração de energia e arrefecimento mais eficientes

Processadores potentes geram mais calor, o que, por sua vez, requer uma infraestrutura de refrigeração robusta para regular sua temperatura.

Estruturas de colocation não apenas utilizam economias de escala para reduzir custos de energia e refrigeração, mas também modernas ferramentas de monitoramento para garantir que o equipamento esteja operando de maneira eficiente. Além disso, permite aos clientes gerenciar sua infraestrutura remotamente, garantindo que pagarão apenas pelo que foi usado em sua operação.

Há provedores como a ODATA, que investiram na construção de estações de geração de energia próprias. Isso reduz amplamente o risco de eventuais picos de distribuição interromperem o funcionamento do Data Center.

#3. Recuperação de Desastres

Há também o desafio de criar uma estratégia de back-up e redundância capazes de proteger os dados e aplicações da organização em caso de desastre. Um bom plano de disaster recovery mantém os principais sistemas e dados acessíveis a funcionários e clientes, mesmo quando os sistemas primários de rede são desativados.

No entanto, a configuração das redundâncias físicas e de rede pode ser bem cara sem um parceiro de serviços de Data Center. O colocation facilita o gerenciamento da recuperação de desastres, não apenas fornecendo uma infraestrutura mais confiável, mas também possibilitando o back-up de dados críticos fora do local.

#4. Compliance e Certificações

A gestão de um Data Center privado pode trazer dores de cabeça relacionadas à conformidade e certificações. Embora a migração de ativos para o colocation não signifique a cobertura completa dos padrões de conformidade, o serviço proporciona o melhor caminho para a construção de uma rede alinhada aos padrões regulatórios.

A violação de compliance pode resultar em multas caras. Por isso, dedicar-se à atender aos níveis de conformidade corretos deve ser visto como uma das estratégias mais críticas de redução de custos de TI a longo prazo.

Da mesma forma, a falta de certificações comumente solicitadas neste mercado, pode diminuir a competitividade ou mesmo excluir sua empresa da participação de um projeto.

#5. Menos gastos com folha de pagamento, maior eficiência operacional

Quando se trata de reduzir custos de TI, o mix de talentos é crucial. Cerca de 30% a 40% dos gastos de TI de uma empresa estão diretamente relacionados à folha de pagamento de equipes internas e outros 20% estão relacionados a contratados externos.

Ao terceirizar funções não relacionadas ao seu core business, a empresa consegue direcionar o foco e energia para investimentos mais estratégicos. Assim, permite que as equipes internas se concentrem em seus negócios principais, dedicando-se a escalar o crescimento das receitas.

#6. Suporte ininterrupto em situações de crise

Em eventos de crise como o da Covid-19, os Data Centers precisam garantir a mesma disponibilidade (ou até maior) do que em tempos comuns. Mas como fazê-lo mediante a decretação de quarentena?

É da natureza dos serviços de colocation estar preparados para operar em situações emergenciais. Fazendo uso de tecnologia de ponta e de equipes altamente treinadas, realiza intervenções técnicas e mantém o funcionamento dos sistemas, com suporte efetivo 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Assim, a migração de Data Centers on-premise para estruturas de colocation ainda reduz amplamente o risco de contaminação das equipes internas.

Migração de Data Center durante a crise? Sim, é possível

Se a sua empresa mantém um Data Center interno, a essa altura você já deve estar fazendo as contas do ‘saving’ poderá alcançar ao reduzir custos com a migração da estrutura para um provedor especializado. E, provavelmente, deve estar se perguntando:

“Mas é possível realizar uma operação nesse nível de complexidade durante a pandemia?” 

A resposta é sim. Os Data Centers foram incluídos entre os serviços essenciais e, por isso, as operações dos provedores especializados estão em pleno funcionamento.

Seguindo todas as diretrizes de prevenção, é possível elaborar e colocar em prática o plano de migração para a estrutura do parceiro de forma segura, garantindo todos os níveis de qualidade e compliance.

E mediante à criticidade do cenário, a ODATA, inclusive, vem conseguindo realizar o processo em tempos menores, de acordo com a urgência do cliente.

Conclusão

A busca por medidas eficientes para reduzir custos é uma tarefa recorrente para a saúde financeira das organizações. No entanto, a crise da Covid-19 a tornou uma ação emergencial.

Nesse cenário, a manutenção de Data Center internos tornou-se ainda mais dispendiosa. E com os cortes nos orçamentos de TI, migrá-lo para estruturas mantidas por provedores especializados, como os serviços de Colocation, tornou-se uma das medidas mais assertivas.

Com isso, é possível alocar despesas de CapEx em OpEx, liberando o fluxo de caixa para investimentos mais inteligentes.

Espera-se que a demanda por serviços de Colocation continue a crescer nesse contexto, à medida que mais empresas reconhecerem os benefícios da terceirização de suas operações de TI. Muitas já percebem a necessidade de contar com infraestruturas compartilhadas de Data Center para dar a seus negócios a vantagem necessária, em termos de agilidade, flexibilidade e competitividade. 

Cada vez mais, as organizações precisarão da tecnologia para elevar seus níveis de resiliência, especialmente para lidar com o que se tornará ‘o novo normal’.

O futuro depende da interconexão de tudo. E, à medida que a dependência das inovações tecnológicas aumentar, os Data Centers estarão no centro.

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