Sistema hibrido, com racks de data center e cloud

Local, Colocation e Cloud: entenda como otimizar a conectividade entre os modelos

Leitura de 6 min
17/03/21

Mais do que nunca, os tempos atuais comprovam que otimizar a conectividade é essencial para habilitar a comunicação entre as diferentes soluções de Data Centers adotadas em uma arquitetura híbrida. Trata-se de uma premissa para assegurar a disponibilidade dos serviços.

No entanto, você sabe, na prática, como funciona esse processo de interconexão entre as estruturas e de quais maneiras o modelo de Colocation pode contribuir?

Neste artigo, mostramos como isso funciona e quais são os ganhos que a abordagem oferece à sua rede.

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Combinando diferentes modelos de Data Center para acelerar a digitalização

O setor de Data Centers, que já vinha em uma crescente, assumiu um papel crucial desde o início da pandemia da Covid-19. Isso porque, como serviço essencial, atua como um agente-chave no acesso virtual à informações e sistemas corporativos, além da manutenção de estruturas de missão crítica. 

Consequentemente, adoção de serviços que habilitam o trabalho remoto está em aceleração, devido ao aumento da necessidade de armazenamento e da demanda por escalabilidade.

São, inclusive, soluções anunciadas por importantes instituições referências em tecnologia e negócios, como as consultorias Gartner e McKinsey, como estruturas primordiais para auxiliar as companhias a superarem possíveis crises – e a pandemia ocasionada pela propagação do coronavírus é apenas um exemplo entre tantas possíveis situações. 

Até 2025, 85% das estratégias de infraestrutura integrarão opções on-premises, colocation, cloud e edge, frente a 20% em 2020.

FONTE: YOUR DATA CENTER MAY NOT BE DEAD, IT IS MORPHING“, GARTNER, SETEMBRO DE 2020

Nesse sentido, a combinação de diferentes tecnologias, como Cloud e Colocation, é uma estratégia inteligente para as empresas. Segundo o Diretor de Pesquisa Sênior do Gartner Research, Henrique Cecci, não basta adotar um ou outro caminho, para que a empresa avance na jornada de transformação digital.

É preciso criar uma linha de referência baseada em cargas de trabalho. Isso está forçando os líderes de Infraestrutura e Operações (I&O) a repensar as decisões que vêm tomando“, destacou Cecci nesta pesquisa divulgada em setembro de 2020.

Desse modo, a contratação de mais de uma abordagem tem funcionado bem para os negócios, sobretudo para os que já tinham equipamentos próprios e miravam a redução de custos e a sustentabilidade das suas operações. No entanto, há uma exigência para que isso ocorra com a robustez necessária: a conectividade que suporta a ligação entre todas deve estar garantida. 

À medida em que os Data Centers evoluem, o mesmo também deve ocorrer com a infraestrutura que permite a conexão entre eles. Ela é fundamental para que as empresas consigam otimizar a troca e o armazenamento de dados. Por isso, deve ser ágil, ter excelente disponibilidade e ser confiável

Quando essa comunicação falha, toda a operação pode sofrer uma paralisação. Ou seja, há o risco de haver queda de sistemas – o temido downtime -, perda de dados sensíveis, diminuição da produtividade dos colaboradores e, consequentemente, prejuízos irreversíveis.

Sendo assim, não restam dúvidas de que a conectividade é um fator crítico no cenário atual.


LEIA MAIS: Forrester destaca as principais tendências para Data Centers na era do trabalho remoto


Como o Colocation otimiza a conectividade

O setor de Colocation está em constante evolução. Se o papel inicial era o de apenas fornecer espaço e energia aos equipamentos das empresas, agora progrediu para a fundamentação de serviços em nuvem, interconectividade e a habilitação de ecossistemas digitais.

A infraestrutura é, inclusive, uma importante peça para otimizar a conectividade. Isso porque o aumento global do volume de dados de tráfego IP (Internet Protocol) é uma realidade que, inclusive, foi prevista por um estudo realizado pela Statista. Segundo a instituição, haverá um crescimento de 27% até 2022

Desse modo, tal cenário tem levado diferentes empresas do setor a investirem na busca por soluções de Data Center e infraestruturas capazes de suportar essa demanda.

A Seaborn Networks, por exemplo, líder em desenvolvimento-proprietária-operadora de sistemas de cabos submarinos de fibra óptica, firmou em 2020 um contrato com a ODATA para  fornecer conectividade de alta qualidade direta entre o Brasil e os Estados Unidos, com menor latência do que qualquer outro sistema atual.

Assim, o acordo entre ambas permite que a companhia norte-americana utilize a infraestrutura de Data Centers da ODATA para fornecer aos seus clientes um ponto de acesso alternativo à sua rede de alta disponibilidade. Uma grande contribuição para assegurar alta disponibilidade e baixa latência entre América do Norte e América do Sul.

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Neutralidade de operadora é recurso-chave para otimizar a conectividade

Além disso, o uso de Data Centers neutros em operadora (ou Data Center Carrier Neutral, como o termo é conhecido mundialmente) é mais um exemplo concreto de características que ajudam a otimizar a conectividade. 

Isso porque a neutralidade do Data Center prevê que a estrutura não esteja vinculada a provedores de serviços específicos, seja operadoras de telecomunicações, provedores de internet ou de outra natureza.

Sendo assim, a empresa-cliente dispõe de mais diversidade e flexibilidade ao permitir que a sua rede possa migrar imediatamente para a malha de outra operadora caso o serviço do provedor preferencial venha a cair. 

Ou seja, será uma operação muito mais simples e ágil, muitas vezes imperceptível ao usuário final. A interconexão de Data Center carrier neutral é considerada, inclusive, pelo Gartner como um facilitador de negócios digitais.

Entre os seus principais benefícios destacam-se:

  • a flexibilidade,
  • a escalabilidade,
  • a redundância local e regional,
  • a eficiência de custo
  • e o risco reduzido de perda de dados.

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O fornecedor é importante

As tecnologias baseadas em dados exigem um serviço de conectividade mais robusto e estável, capaz de suportar a capacidade dos Data Centers. Seguindo essa premissa, uma estimativa realizada pela Cisco mostra que, entre 2018 e 2023, a velocidade média global da banda larga fixa irá mais do que dobrar.

É um bom sinal para as empresas.

Entretanto, a contratação de serviços de Colocation e de nuvem, por exemplo, também exige a escolha de um fornecedor que assegure a estabilidade da conexão, com baixa latência e capacidade de trabalhar com um grande volume de dados. Tal infraestrutura é essencial quando se possui servidores que estão fora do ambiente físico da companhia.

Desse modo, a integração entre todas as soluções de Data Center adotadas pelas empresas deve estar garantida, para evitar problemas como oscilações de velocidade ou de disponibilidade.

O cenário atual pede que diferentes soluções, como on-premise (local), cloud e Colocation, coexistam para aprimorar a performance da TI.


LEIA MAIS: Por que devo checar as certificações do meu fornecedor de Data Center?


Conclusão

Como vimos, incluir diferentes abordagens, como Data Center local, cloud e Colocation, em um plano de arquitetura híbrida é, sem dúvida, uma estratégia inteligente.

Para isso, as empresas devem provisionar suas infraestruturas de acordo com as cargas de trabalho existentes, mas já priorizando a escalabilidade e a flexibilidade para um possível aumento na demanda. No entanto, para que a comunicação entre elas ocorra sem falhas, é essencial otimizar a conectividade. 

Isso porque estamos falando de uma infraestrutura crucial para viabilizar o trabalho no dia a dia, em um cenário cada vez mais remoto, assegurando características como produtividade, disponibilidade e segurança. 

O setor de Colocation tem dado contributos fundamentais para este contexto, sobretudo com a evolução das infraestruturas, a exemplo do acordo entre Seaborn Networks e ODATA.

Além disso, mostramos como a neutralidade dos Data Centers configurados no modelo de Colocation também se destaca como um importante fator agregador, uma vez que garante maior estabilidade na conexão de rede em casos de queda no serviço que demandem eventuais trocas de fornecedores.


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