Homem e robô contemplando o futuro

Realidade Virtual, Metaverso e 5G: entenda o impacto no seu Data Center

Leitura de 9 minutos
03/03/22

O ser humano não se cansa de buscar formas de antecipar o futuro. Seja nas relações sociais ou nos negócios, tecnologias digitais como a realidade virtual vêm não apenas apontando uma trajetória factível, mas atestando que muitos dos seus benefícios já são parte do tempo presente.

Nesse cenário, o lançamento de aplicações baseadas em realidade virtual disparou nos últimos anos. Este movimento é fortemente relacionado, em especial, à indústria de jogos online, à explosão do interesse popular pelo metaverso e à combinação com outras tecnologias como a internet das coisas, em dispositivos inteligentes.

E as pesquisas mostram que esta jornada está só começando.

Por outro lado, considerando-se que esse avanço desencadeará uma avalanche no fluxo de dados globais, é impossível deixar de pensar no impacto que isso causará aos Data Centers.

Será que o setor dispõe da infraestrutura necessária para suportar esse movimento? Quais são os riscos potenciais?

A verdade é que é possível antecipar as necessidades de cada negócio, tornando sua infraestrutura corporativa robusta e estável o suficiente para não perder oportunidades.

Quer saber mais sobre a realidade virtual e entender como preparar a sua rede para este novo cenário?

Leia a seguir:

O que é e como funciona a realidade virtual?

De modo geral, pode-se explicar a realidade virtual como uma experiência simulada, semelhante (ou completamente diferente) do mundo real. Parece confuso?

Na prática, a VR (sigla que deriva de ‘virtual reality‘, do termo original em Inglês) cria uma experiência sensorial em um ambiente digital e, por meio de um sistema computacional, permite que o usuário interaja com ele. Para isso, utiliza-se da estimulação de sentidos básicos, como visão, tato, audição e olfato (e, inacreditavelmente, até do paladar).

Atualmente, um dos exemplos mais conhecidos de dispositivo de VR são os óculos de realidade virtual, amplamente utilizados na indústria de games online. Isso porque, por meio desse dispositivo, o jogador consegue interagir com toda a dimensão do cenário como se estivesse dentro dele.

De acordo com uma projeção divulgada neste mês, a consultoria Statista prevê que o mercado global de realidade virtual saltará de menos de 5 bilhões de dólares (valor estimado em 2021) para mais de 12 bilhões de dólares em 2024.

Realidade virtual ou realidade aumentada?

Tanto a realidade virtual quanto a realidade aumentada (AR) têm um grande potencial de mercado, seja em iniciativas marketing, nos jogos online, no comércio eletrônico ou em aplicações críticas para setores como educação e saúde.

De acordo com a definição publicada pelo futurista Bernard Marr em seu blog, “quando alguém fala sobre realidade aumentada, está se referindo à tecnologia que sobrepõe informações e objetos virtuais em cenas do mundo real, em tempo real“. Assim, explica que a tecnologia apenas adiciona informações a um ambiente existente para criar um novo ambiente artificial.

Se você assistiu a um jogo de futebol americano desde 1998, provavelmente já viu a linha descendente retratada como uma linha amarela que se moveu pelo campo. Esse é um exemplo de aplicação de realidade aumentada“.

Bernard Marr
futurista

Via de regra, ambas as tecnologias são conhecidas por sua experiência enriquecida, que reúne os mundos digital e real com visuais 3D aprimorados. Mas embora possa ser fácil confundi-las, existem algumas distinções significativas.

Entenda as diferenças

  • A realidade virtual (VR) consiste de uma experiência de imersão completa. Usando dispositivos de realidade virtual, como o Oculus Rift ou Google Cardboard, os usuários podem ser transportados para vários ambientes, seja do mundo real ou imaginários. Como exemplo, podemos citar a entrada em uma colônia de formigas ou até viagens espaciais;
  • Já a realidade aumentada (AR) trata apenas da adição de elementos digitais a uma visualização ao vivo do mundo real, normalmente utilizando a câmera de um smartphone. Nesse sentido, exemplos de experiências de realidade aumentada incluem lentes Snapchat e o jogo Pokemon Go.

Nesse balaio, há ainda duas classificações importantes a serem compreendidas:

  • Em uma experiência de realidade mista (MR), que combina elementos de AR e VR, objetos do mundo real e digitais interagem. Vale dizer que a tecnologia de realidade mista está apenas começando a despontar, com dispositivos como o HoloLens, da Microsoft, um dos mais notáveis ​​​​aparelhos disponíveis hoje;
  • Por fim, realidade estendida (XR) é um termo abrangente, que combina diversas tecnologias para aprimorar os nossos sentidos, seja fornecendo informações adicionais sobre o mundo real ou criando mundos simulados totalmente irreais. Assim, integra as tecnologias de realidade virtual, realidade aumentada e realidade mista.

Com uma visão mais simplista desta diferenciação, um artigo publicado pela Tulane University defende que as distinções entre VR e AR se resumem aos dispositivos que exigem para operar:

  • A realidade aumentada usa uma configuração do mundo real, enquanto a realidade virtual é completamente digital;
  • Usuários de AR podem controlar sua presença no mundo real; já os de VR seriam controlados pelo sistema;
  • A RV requer um dispositivo de fone de ouvido, mas a RA pode ser acessada com um smartphone;
  • A AR aprimora tanto o mundo virtual quanto o real, enquanto a VR aprimora apenas uma realidade fictícia.

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Aplicação no metaverso

Se ao ler este conteúdo você começou a se questionar sobre a relação da realidade virtual com o tão falado metaverso, saiba que seu cérebro chegou a uma correlação natural de ambos os conceitos.

Isso porque, na prática, a VR cria um senso de presença digital, o que muitos especialistas consideram a chave para criar uma experiência atraente e reter usuários. E isso, por sua vez, já é uma característica indissociável das aplicações de metaverso como se conhece hoje.

De acordo com uma recente publicação do Fórum Econômico Mundial, a realidade virtual será uma das três tecnologias responsáveis por moldar o futuro do metaverso – e, por sua vez, a experiência humana. Assim, nos próximos anos, espera-se que o conceito venha a servir a uma variedade de propósitos pessoais e empresariais.

Este, todavia, é um forte contraste com o futuro previsto pelos defensores da Web 3, que defendem que o metaverso deveria atuar como um contrapeso ao poder das grandes empresas de tecnologia. Desse modo, acreditam que a tecnologia deve ser uma oportunidade de descentralizar a experiência, controle e monetização da internet em favor de seus usuários (ou cidadãos) e criadores de conteúdo.


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Impacto da Realidade Virtual nos Data Centers

Um elemento crítico para que a evolução da realidade virtual se consolide é, sem dúvida, a oferta de uma experiência de usuário perfeita. Isso porque, para que o indivíduo tenha um verdadeiro envolvimento emocional com a aplicação, o ambiente digital deve ser o mais real possível.

Contudo, essa condição não depende somente da qualidade de produção. Ao contrário, requer, prioritariamente, uma velocidade de resposta contínua, enquanto o usuário estiver se movendo e interagindo com o ambiente de VR.

Aqui, uma conexão de internet lenta (ou não confiável), que ocasionaria instabilidade na experiência virtual, poderia ser ruinosa a toda a operação, chegando até fazer com que o usuário se sentisse fisicamente mal.

Além disso, os sofisticados mecanismos das experiências de realidade virtual exigem que um alto volume de dados seja processado, o que, consequentemente, pode vir a sobrecarregar o Data Center que os alimenta. Por sua vez, esse impacto será ainda maior se o usuário estiver em movimento ou longe de uma conexão fixa com a Internet.

Assim, não é difícil chegar à conclusão do quanto este cenário aumenta, de forma crítica, a demanda por uma solução de conectividade de altíssima qualidade.


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5G e neutralidade de operadora como solução

Como seria possível, então, resolver esta equação?

Considerando-se que a chave para as aplicações de realidade virtual é a interconexão, a disponibilidade de rede e a baixa latência, os Data Centers terão que evoluir para oferecerem estruturas altamente conectadas, totalmente adequadas ao 5G.

De acordo com um whitepaper publicado pela ABI Research, a ampla utilização do 5G trará uma melhoria de pelo menos 10 vezes na taxa de transferência e uma redução de 10 vezes na latência. Além disso, promete aprimorar em 100 vezes a capacidade de tráfego e em 100 vezes a eficiência da rede, quando comparado ao desempenho da internet 4G.

Hoje, grande parte das arquiteturas 5G estão sendo instaladas em Data Centers mantidos por provedores especializados, como a ODATA. Assim, à medida que as redes baseadas na nova geração da internet móvel forem liberadas, garantirão o acesso mais rápido aos dados, os mais altos níveis de conectividade e de largura de banda, bem como níveis mínimos de latência.

Por esse motivo, especialistas defendem que as estruturas mais adequadas para que as aplicações de realidade virtual acessem a conectividade ideal são os Data Centers de Colocation, por serem carrier neutral, com possibilidade de conexão com diversas operadoras.


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Conclusão

A indústria de aplicações baseadas em realidade virtual está se propagando em ritmo acelerado, fazendo com que tanto os segmentos corporativos quanto os de consumo venham a lucrar com este crescimento.

Assim, podemos dizer que a VR, além de promissora, é democrática. Essa visão, contudo, mantém uma separação entre nosso ‘eu digital’ e físico, já que a realidade virtual só substituirá certos aspectos da experiência humana.

À medida que o uso de realidade virtual continua a avançar, impulsionada pelo lançamento de soluções dedicadas a habilitar dispositivos inteligentes e o metaverso, as redes globais têm sido drasticamente afetadas.

Como vimos, esse avanço desencadeará uma avalanche no fluxo de dados globais. E para mitigar esse desafio, as infraestruturas de Data Centers existentes serão essenciais.

Para que possam suportar o desempenho correto das aplicações de VR, os Data Centers deverão estar preparados para um aumento significativo no tráfego de dados e no acesso às redes de internet. Em especial, a conectividade 5G.

Nesse cenário, infraestruturas robustas, mantidas por provedores especializados, têm se destacado como uma solução eficiente para suportar a imersão das empresas neste mundo digital – entre elas, os serviços de Colocation.


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