O futuro do setor de games está dentro dos servidores no Data Center

Games: porque o futuro do setor depende do Data Center

Leitura de 8 minutos
25/10/21

O setor de games está em ascensão, impulsionado, principalmente, pelo período de isolamento social. Jogos que rodam em dispositivos variados, como consoles, computadores e smartphones, chamam a atenção de um vasto público, com gostos diversos. E, assim, respondem pela movimentação de milhões de dólares anualmente.

Vale destacar, inclusive, que a modalidade de live streaming também vem se popularizando, com milhares de usuários interagindo em partidas online. Aliás, alguns jogos até mesmo transmitem shows e outros eventos dentro de sua plataforma, como é o caso do battle royale Fortnite. 

Neste cenário, se o volume de dados do setor de games já era alto antes da pandemia, hoje o aumento do tráfego é exponencial. Consequentemente, para suportar toda a infraestrutura desse segmento, os Data Centers se destacam como estruturas cruciais, especialmente pelas características de resiliência e baixa latência oferecidas por estruturas mais modernas, como os serviços de Colocation e de nuvem.

Neste artigo, abordaremos o cenário da indústria de jogos online, as tendências do setor e os principais desafios para o avanço de negócios com essa característica em território brasileiro. Assim, esclareceremos como os serviços de Data Center remotos suportam a performance dos jogos online, um dos fatores mais importantes para a experiência do usuário no segmento.

Siga conosco e boa leitura!

O crescimento do setor de games 

Inegavelmente, o setor de games foi um dos poucos a prosperar mesmo diante de um cenário de incertezas, como o pico da pandemia de Covid-19, que impôs o isolamento social como medida preventiva em todo o mundo. Só para ilustrar, segundo a consultoria Newzoo, os jogos eletrônicos estão crescendo, em média, 11% ao ano. Em termos de comparação, esse resultado ultrapassa o aumento somado das indústrias de música e cinema.

Além disso, a previsão da empresa é que, em 2023, esse mercado supere a marca de U$S 200 bilhões em receitas. Isso mesmo considerando que, com a reabertura dos estabelecimentos e a vacinação, as pessoas estão jogando menos do que no ano de 2020.

O fato é que esse período de distanciamento ampliou o interesse do público em geral no setor de jogos online e, com isso em mente, as produtoras de games seguem investindo na ampliação dos negócios. E esse mercado inclui diversas outras companhias, como as produtoras de consoles, de computadores e de smartphones, bem como as de periféricos relacionados aos jogos. 

Aliás, uma pesquisa divulgada pela Accenture em abril de 2021 estima que, nesse ano, o setor já reúne pelo menos 2,7 bilhões de jogadores. Em termos de relevância, o estudo ainda ressalta que só os ‘top 10’ influenciadores da indústria de games contam com mais de 405 milhões de inscritos no YouTube.

Em outras palavras, são diversas as empresas conectadas ao setor de games e que fazem dele um dos negócios mais proeminentes da atualidade. 

Live Streaming também é destaque na indústria de jogos online

Esse crescimento exponencial não se deu apenas no número de usuários, mas também na variedade de eventos de live streaming de jogos. E assim, assistir à partida de um outro jogador, com narração do que está acontecendo ou, até mesmo, dentro de uma competição, é o novo passatempo que já gera milhões de visualizações e muito investimento em anúncios e patrocínios.

Como exemplo, no lançamento do jogo Valorant, da Riot Games, mais de 800 mil espectadores na América Latina acompanharam a live exibida pela plataforma Twitch. Ao mesmo tempo, os dados da transmissão revelaram um pico de 1,7 milhão de espectadores assistindo à partida simultaneamente nos Estados Unidos e na Europa.

Nesse segmento vale, ainda, destacar a realização de campeonatos de e-sports. Esta modalidade de esportes eletrônicos abrange competições disputadas em games eletrônicos, nos quais os jogadores atuam como atletas profissionais de esportes tradicionais. O mais interessante é que são assistidos ao vivo por uma audiência presencial e/ou virtual, por meio de diversas plataformas de stream online como YouTube, Twitch e até alguns canais de televisão, como a SporTV.

Desse modo, para suportar tanto a realização de uma competição em si quanto o live streaming dos jogos, é preciso que a empresa de games disponha de um Data Center robusto, capaz de suportar um alto volume no tráfego de dados e de acessos à sua plataforma. Consequentemente, necessita de uma estrutura de conectividade de altíssima qualidade. E isso inclui, por sua vez, uma conexão de internet ultrarrápida, resiliente e com baixa latência, como a oferecida por provedores especializados em serviços de Colocation como a ODATA.


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Capacidade do Data Center, latência de rede e o impacto nos jogos online

No mundo dos jogos online, a latência é um dos obstáculos que mais impactam a performance do serviço. Apelidada de “lag”, a demora na transmissão de dados para alguns modelos de games pode ser fatal, influenciando até mesmo o resultado de uma partida. 

O problema é que, conforme mencionamos anteriormente, o tráfego de dados no setor de games exige uma infraestrutura de rede cada vez mais vigorosa. Por isso, grande parte dos produtos desse mercado, sejam games de produtoras famosas ou não, já utilizam serviços de Colocation e de nuvem integrados (o que se conhece por arquitetura híbrida), como estratégia de negócio.

Como exemplo, um dos jogos online mais populares da atualidade, o Fortnite, reúne cerca de 200 milhões de jogadores. Sendo assim, para atender a toda essa demanda, a empresa gestora do serviço conta com pelo menos 12 Data Centers na América do Norte, na Europa, Oceania, Ásia, Oriente Médio e no Brasil. Isso porque, em um mês, o volume de dados trafegados entre seus centros de processamento de dados pode chegar a 2 petabytes.

Já para a sustentação do FIFA, um dos jogos de futebol mais rentáveis do mundo, são necessários oito Data Centers na Europa, seis na Ásia, seis na América do Norte, dois na América do Sul, um na Oceania e um na África. Isso porque, quando a preocupação é latência, uma das medidas mais eficazes é a ampliação da capilaridade das zonas de distribuição desse serviço, priorizando a performance do jogo.

Por último, vale mencionar o World of Warcraft que, de acordo com seu documentário, já dispunha de 17 Data Centers para suportar cerca de 100GB gerados por minuto em 2014.


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Serviços de jogos online hospedados em nuvem são tendência

O setor de games é um dos que vem se modernizando mais rapidamente, ao ponto de grandes companhias de tecnologia, como Google, Microsoft e Apple já estarem investindo no streaming multiplataforma de jogos. 

Nesse modelo, o jogador consegue desfrutar do video game da mesma forma que no passado, mas é um servidor remoto que, agora, responde aos controles. Essa inovação pode fazer com que um jogo de ponta seja mais acessível e com melhor desempenho, melhorando a experiência do cliente. Por esse motivo, acredita-se que, em um futuro próximo, os jogos em nuvem podem até se tornar um padrão.

Isso porque, na prática, o gamer não precisa mais comprar a mídia ou dispor de um equipamento robusto para jogar. Nessa modalidade, os jogos são armazenados remotamente nos servidores da marca. Portanto, tanto o sinal para o usuário final, quanto os comandos que vão para o servidor, precisam acontecer em tempo recorde para não atrapalhar a experiência de jogo.

Em suma, todo esse processo requer um alto poder computacional, que só é viabilizado por meio de modernos serviços de Data Center. Nesse caso, os servidores precisam ficar acomodados de forma remota e segura, alocados em instalações estrategicamente localizadas. Ou seja, considera-se o centro de audiência e o tipo de conteúdo mais acessado para ser armazenado ali. 


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Colocation é essencial para o futuro do setor  

Atualmente, a realidade é que muitas produtoras e distribuidoras de jogos não dispõem de uma estrutura de dados como essa, mantendo, ainda, os Data Centers em seus escritórios, no modelo tradicional. E adaptar o espaço significaria um grande custo em eletricidade e modernização do parque tecnológico, por exemplo.

Consequentemente, migrar seus servidores para uma estrutura terceirizada, como o Colocation, ofereceria automaticamente maior proteção, estabilidade e melhor performance à operação por descentralizá-la, além de robustas políticas de segurança.

Enfim, para o setor de games, a composição de uma arquitetura híbrida de Data Center, considerando-se a diversificação de servidores – tanto dispostos em nuvem quanto em edifícios de Colocation, é uma estratégia crucial para enfrentar os desafios atuais e acelerar a evolução rumo ao futuro. É uma saída inteligente para se estruturar um modelo resiliente, flexível e escalável.

Mais especificamente no caso do Colocation, o ambiente carrier neutral é preparado com alta conectividade e refrigeração constante, o que evita o aquecimento no servidor. Consequentemente, também é capaz de acomodar maiores cargas de processamento.

Em conclusão, o Colocation fornece o poder de processamento e conectividade ideais para entregar a alta performance e baixa latência necessária para o setor de games seguir em ascensão.

Nesse sentido, a ODATA pode auxiliar na criação de uma estrutura de Data Center robusta, seja no modelo de Colocation ou em um edifício built-to-suit, utilizando tecnologia de ponta. Os especialistas ODATA são treinados constantemente com o que há de mais moderno no mercado global e estão sempre atentos às tendências, para disponibilizar um ambiente seguro, eficiente e conectado.


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