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Cloud Computing: tudo o que você precisa saber

Leitura de 8 minutos
15/06/22

Indiscutivelmente, a tecnologia é um dos principais vetores do impulsionamento dos negócios na era digital. Assim, não é de se surpreender que profissionais de todos os setores queiram entendê-la. Ainda mais a cloud computing, cujo uso vem sendo popularizado, em especial, desde o início da pandemia da Covid-19.

Neste cenário, qual seria, então, a relação da nuvem com a produtividade e o crescimento de determinada organização? Qual o impacto das tecnologias digitais sobre as redes corporativas?

Na prática, o aumento na geração e no uso de dados, aliado à consequente demanda cada vez maior por uma conectividade de rede rápida e estável, exige que a arquitetura dos Data Centers evolua.

E isso significa partir de uma estrutura puramente local para um modelo que conecta sistemas tradicionais com infraestruturas remotas. Neste ecossistema, redes, aplicações e cargas de trabalho são virtualizados em uma combinação de ambientes diversificados, como o Colocation, a edge e os diferentes tipos de cloud.

Quer entender como tudo isso funciona? Leia a seguir:

Afinal, o que é cloud computing?

Cloud computing (ou computação em nuvem, como foi traduzido para o Português) é um termo geral para qualquer função que envolva a hospedagem e a entrega de serviços pela Internet. Esses serviços são normalmente divididos em três categorias principais: infraestrutura como serviço (IaaS), plataforma como serviço (PaaS) e software como serviço (SaaS).

Por sua vez, cloud storage (ou armazenamento em nuvem) é definido como um modelo de depósito de dados no qual informações digitais, como sistemas, documentos, fotos, vídeos e outras formas de mídia, são armazenadas em servidores virtuais, hospedados por terceiros. Assim, habilita a transferência de dados por meio de um sistema de armazenamento externo, que permite ao cliente acessá-los ininterruptamente, sempre que necessário.

“A nuvem oferece suporte à escalabilidade e composição que as tecnologias e aplicativos avançados exigem, ao mesmo tempo em que permite que as empresas atendam às necessidades emergentes, como soberania, integração de dados e experiência aprimorada do cliente”.

Sid Nag, analista vice-presidente do Gartner

Curiosidade: o nome cloud computing tem como fonte de inspiração o símbolo da nuvem, que é frequentemente utilizado para representar a internet em fluxogramas e diagramas.

Isso porque, na realidade, a expressão funciona como uma metáfora. Nesse tipo de estrutura virtual, dados e sistemas ficam alocados em lugar etéreo, sem fio, o oposto de dispositivos materiais do hardware, como servidores, cabos, plugues ou drives de CD. Assim, podemos comparar a funcionalidade da cloud computing a uma nuvem que paira acima de nós.

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Cenário global

De acordo com o relatório Worldwide Quarterly Enterprise Infrastructure Tracker: Buyer and Cloud Deployment, publicado pela International Data Corporation (IDC), os investimentos em infraestrutura de computação e armazenamento em nuvem, incluindo ambientes dedicados e compartilhados, avançaram progressivamente, ano contra ano. Em 2021, chegaram a US$ 73,9 bilhões, um aumento de 8,8% em relação a 2020.

Assim, marcou o segundo trimestre consecutivo de crescimento neste segmento, mesmo com as restrições da cadeia de suprimentos, que esgotaram os estoques dos fornecedores de dispositivos nos últimos trimestres. Contudo, mesmo com os atrasos, que persistem, a demanda reprimida se mostra como um bom presságio para a progressão futura – desde que a economia global permaneça saudável e a oferta dê conta da procura.

Neste cenário, os investimentos com infraestrutura de nuvem compartilhada atingiram US$ 14,4 bilhões no quarto trimestre de 2021, um aumento de 13,9% em relação ao ano anterior. Aqui, os analistas da IDC prevêem uma demanda continuamente forte em 2022, superando gastos com infraestrutura sem nuvem.

Desse modo, para 2022, espera-se que os investimentos em infraestrutura de nuvem eclodam na maioria das regiões, com o maior crescimento esperado nos Estados Unidos, de 27,8%. A Europa Central e Oriental é a única região que deve cair em 2022, com previsão de queda de 21,7% ano a ano.

A longo prazo, a IDC espera que os gastos com infraestrutura de computação e armazenamento em nuvem avancem a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 12,6%, atingindo US$ 133,7 bilhões em 2026. Dessa forma, poderá representar 68,6% do total de gastos com infraestrutura de computação e armazenamento.


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Como funciona a computação em nuvem?

Na prática, a computação em nuvem é uma rede de servidores conectados virtualmente, cuja principal função é compartilhar informações, recursos e software. Neste cenário, a Internet funciona como o cabo invisível que conecta servidores físicos e virtuais, em todo o mundo.

Aqui, um jeito simples de entender o funcionamento da computação em nuvem é voltando o foco para o papel da Internet.

Considerando-se que é um sistema global de redes de computadores interligadas, que utilizam um conjunto próprio de protocolos (Internet Protocol Suite ou TCP/IP), a Internet oferece conectividade para a comunicação virtual entre usuários fisicamente alocados em qualquer lugar do mundo. Assim, estabelece uma teia de conexões entre recursos acessíveis à distância.

Neste cenário, a cloud computing é a estrutura que hospeda virtualmente todo tipo de aplicação, sistemas e dados. Desse modo, permite que seus clientes – sejam eles pessoas físicas ou usuários empresariais – os acessem em tempo real, independentemente de sua localidade física, pela Internet.

Por sua vez, apesar de oferecer acesso a um ambiente virtual, a nuvem precisa de uma estrutura física para alocar servidores físicos, bancos de dados e computadores remotos que abrigam as informações de seus usuários.

E essa estrutura física é o Data Center, que pode ser constituído tanto em instalações próprias quanto em edifícios alugados, mantidos por empresas especializadas, como na modalidade de Colocation.


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Tipos de nuvem

De modo geral, pode-se dizer que existem três principais modelos de nuvem:

  • Cloud pública: ambiente virtual que hospeda e fornece acesso a dados e sistemas alocados virtualmente na estrutura de um provedor especializado (como a AWS, o Google e a IBM, por exemplo), que vende serviços para qualquer pessoa ou organização pela Internet. Nesse modelo, o usuário utiliza uma estrutura compartilhada, mas de forma individualizada, de modo que se mantenha a privacidade;
  • Cloud privada: é uma rede (ou um Data Center) proprietária, que dá acesso a um número limitado de pessoas, com determinadas configurações de acesso e permissões, a dados e sistemas hospedados virtualmente na estrutura de um provedor especializado;
  • Cloud híbrida: neste modelo, as aplicações são executadas em uma combinação de diferentes ambientes, que conecta ao menos uma nuvem pública e uma nuvem privada. Assim, fornece orquestração, gerenciamento e portabilidade de sistemas e dados entre elas, criando um ambiente único, flexível e ideal para executar as cargas de trabalho de computação de uma empresa.

De qualquer forma, seja ela privada, pública ou híbrida, a função vital da nuvem é fornecer acesso fácil e escalável a recursos de computação e serviços de TI. Por isso, a cloud computing também pode ser pensada como computação utilitária ou computação sob demanda.


LEIA MAIS: Por que o Colocation é fundamental para o futuro da nuvem híbrida


Cloud versus Edge: qual é a diferença?

Mesmo com as previsões de progressão contínua da cloud computing, os especialistas também apostam na crescente popularidade e nos benefícios da edge computing (ou computação de borda, como é chamada por aqui).

De acordo com o glossário do Gartner, a edge computing é parte de uma topologia de computação distribuída, onde o processamento de informações está localizado próximo à borda, ou nas proximidades onde coisas e pessoas produzem ou consomem essas informações.

Então, haveria vantagens da computação de borda em comparação com a cloud? Esta é uma pergunta que vem sendo feita atualmente pela maioria dos profissionais de TI.

Bem, primeiro, é importante entender que a computação em nuvem e a borda são tecnologias diferentes e não intercambiáveis, ​​que não podem substituir uma à outra. A computação de borda é usada para processar dados sensíveis ao tempo, enquanto a computação em nuvem é usada para processar dados que não são controlados pelo tempo.

Em geral, a edge computing é útil em situações nas quais as organizações precisam mitigar a latência causada ao trafegar informações pela rede entre um dispositivo e um sistema de computação central. Como exemplo, uma máquina cuja funcionalidade é essencial para determinada companhia. Um atraso na operação dessa máquina, devido à latência, resultaria em prejuízos para a organização.

Nesses casos, os gestores de TI utilizam a edge, porque os dispositivos inteligentes com alto poder computacional são instalados na borda da rede. Muitas vezes, os servidores também são alocados em edifícios de Colocation que, como principal atributo, são neutros em conectividade, assegurando a entrega de internet mesmo quando o serviço da operadora preferencial cai. E assim, a minimização da latência da rede é amplificada.

Além da latência, a computação de borda é preferida à computação em nuvem em localidades remotas, onde há conectividade limitada ou inexistente. Esses ambientes exigem armazenamento local, semelhante a um mini Data Center – situação na qual os serviços de Colocation são os mais indicados.

A edge também é benéfica para dispositivos especializados e inteligentes. Embora sejam semelhantes a PCs, não são aparelhos de computação comuns, projetados para executar várias funções. Esses equipamentos respondem a determinadas máquinas de uma maneira específica.


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