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Saúde: entenda por que os Data Centers são importantes para a evolução do setor

Leitura de 8 minutos
23/03/22

A área da saúde vem passando por um acelerado processo evolutivo, em especial, depois de suas capacidades terem sido postas à prova por uma infecção sanitária em escala global. E, inegavelmente, essa dinâmica não teria alcançado bons resultados sem a digitalização do setor.

Para continuar colhendo os benefícios das modernas tecnologias digitais, essa indústria precisará, constantemente, de soluções ágeis, que rodarão em infraestruturas de Data Center cada vez mais robustas, estáveis e escaláveis.

Só assim, será possível garantir que tudo esteja de acordo com as necessidades de atendimento rápido e humanizado, assim como com os regulamentos e práticas recomendadas de privacidade e de segurança, que estão em constante mudança.

Quer saber mais sobre a importância dos Data Centers para os avanços no setor da saúde? Leia a seguir:

A digitalização da saúde

As empresas que operam na área da saúde enfrentam disrupções contínuas em seus modelos operacionais. Isso, devido à rapidez com que surgem inovações médicas, à adoção tecnológica acelerada, à crescente pressão de concorrentes não convencionais ou aos efeitos do pós-crise sanitária.

Nesse cenário, digitalização do setor se tornou fundamental, não apenas para fornecer aos pacientes novos métodos de restabelecimento de suas condições físicas e mentais, mas também para a continuidade dos negócios. Esta condição inclui a busca por soluções capazes de:

  • economizar tempo
  • aumentar a precisão
  • ampliar a eficiência de custos para gerenciar doenças
  • mitigar riscos à saúde
  • e promover o bem-estar

Assim, a saúde digital, conceito amplo e multidisciplinar que inclui uma interseção entre tecnologia e saúde, aplica a transformação digital na área ao incorporar software, hardware e outras aplicações específicas na prestação dos seus serviços.

Aqui, o amplo escopo da saúde digital inclui categorias como saúde móvel (mHealth), tecnologia da informação em saúde (TI), dispositivos vestíveis, telessaúde, telemedicina e medicina personalizada. Por sua vez, a partir de aplicações médicas móveis e de softwares, apoiam as decisões clínicas tomadas pelos profissionais de saúde. E assim, vêm impulsionando uma revolução na área.

Como exemplos, podemos mencionar as teleconsultas, muito difundidas por aqui no período de isolamento social, como forma de facilitar o acesso do paciente ao médico, aliviar os hospitais e evitar aglomerações. Também, o acesso virtual a exames de imagem e laboratoriais, além de cirurgias realizadas à distância, por meio de videoconferências, entre tantas outras possibilidades.

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Vantage Market Research, recursos aprimorados da tecnologia de saúde digital prometem gerar maior receita nos próximos anos. De acordo com seus analistas, o tamanho do mercado de saúde digital girou em torno de US$ 145,57 bilhões em 2021. E deverá atingir US$ 430,52 bilhões até 2028, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 16,9% no período.

Saúde móvel

O mercado de saúde digital está ganhando um enorme potencial com a crescente adoção de smartphones em laboratórios, clínicas e hospitais. Além disso, espera-se que a introdução de tecnologia avançada, como a Inteligência Artificial, desempenhe um papel crucial na melhoria dos serviços de saúde digital.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as ferramentas digitais estão habilitando uma visão mais holística do paciente por meio do acesso a dados, dando ao indivíduo maior controle sobre as próprias condições.

A saúde digital vem oferecendo oportunidades reais para melhorar os resultados médicos e aumentar a eficiência nos tratamentos. Esses são alguns dos fatores que podem ser adaptados por meio do uso de dispositivos móveis que, por sua vez, estão impulsionando a transformação digital do mercado global.

A importância dos dados para o setor da saúde

Essa é uma das verticais mais desafiadoras, quando se trata de análise e gerenciamento de dados. Isso porque o fluxo maciço de informações complexas na indústria da saúde, muitas vezes, torna seus processos intimidatórios a fornecedores que não dispõem de expertise e ferramental adequado para o gerenciamento e a análise de dados.

Isso também resulta em falhas, por parte dessas empresas, ao tentar extrair insights significativos de dados médicos. De outra forma, quando realizada corretamente, a análise pode ser usada ​​para melhorar a qualidade dos cuidados oferecidos aos pacientes, bem como para aumentar a eficiência geral da organização.

É aí que entram as aplicações baseadas em tecnologias digitais, como a Internet das Coisas (IoT) e o Big Data.

Os dados de saúde podem parecer apenas uma mistura de números e palavras até que sejam convertidos em informações significativas. Assim, têm o potencial de influenciar o setor de saúde para o bem, transformando não apenas o lado clínico e operacional da prática, mas também os aspectos administrativos e financeiros do setor.


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O que são dados de saúde?

De modo geral, dados de saúde são informações relacionadas às condições de saúde, aos resultados reprodutivos, causas de morte e qualidade de vida. Entre seus tipos mais comuns, podemos citar:

  • Dados de ensaios clínicos – expõem os pacientes a intervenções relacionadas à saúde para avaliar seu impacto nos resultados de saúde. Podem abranger resultados de estudos clínicos, com apoio público e privado, incluindo ensaios de dispositivos médicos, de desenvolvimento de medicamentos e outras categorias;
  • Dados de sinistros – códigos de cobrança enviados por prestadores de serviços de saúde a seguradoras, que correspondem a diagnósticos e tratamentos específicos;
  • Pesquisas de Saúde – dados coletados por organizações de saúde pública para avaliar os riscos à saúde pública no nível da população e informar o desenvolvimento de políticas e práticas de saúde pública;
  • Picture Archiving and Communication System (PACS) – sistema de captura, armazenamento e acesso a dados de imagens médicas. São gerados por um dispositivo de imagem médica e arquivados no armazenamento de dados de saúde, onde podem ser acessados ​​por médicos, pesquisadores de saúde ou outras pessoas autorizadas
  • Registros Eletrônicos de Saúde (EHR) – versões digitais de prontuários médicos de pacientes, EHR contêm informações sobre o estado de saúde do paciente e histórico médico, resultados de exames e laboratórios e outros dados
  • Registros de pacientes/doenças – bancos de dados secundários e resultados clínicos para um grupo de pacientes que compartilham um diagnóstico ou condição específica

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Para onde vão os dados de saúde?

A implementação de tecnologias necessárias à captação, análise e custódia dos dados de saúde está entre as principais tendências para os próximos meses. Contudo, as infraestruturas de Data Center, que habilitam o funcionamento de tais aplicações, suportando sua escala, ainda são negligenciados.

O uso dessas tecnologias representa uma grande mudança nos requisitos do Data Center. E hoje, com maior urgência, as organizações de saúde precisam avaliar a capacidade de suas infraestruturas de rede, no que tange ao fornecimento de disponibilidade.

Isso porque, com muita frequência, a tecnologia é adquirida e a implementação planejada antes de se entender se o Data Center é capaz de fornecer a estrutura (energia, refrigeração, espaço físico, etc.) necessária.


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Mas afinal, qual é o papel do Data Center?

Um Data Center é uma instalação tecnológica dedicada à centralização das operações e de equipamentos de TI necessários ao funcionamento de determinada organização. Assim, seu papel fundamental é o de armazenar, processar e disseminar dados e aplicações que são compartilhadas, no dia a dia, pelos usuários.

Por sua vez, por abrigarem ativos críticos, os Data Centers são considerados estruturas vitais para a continuidade das operações diárias dessa organização.

Inclusive, no ápice da Covid-19, foram declarados como serviços essenciais, em uma Nota Pública de Salvo Conduto publicada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC). Desse modo, o órgão determinou que seu funcionamento deveria ser resguardado mesmo face à adoção das medidas excepcionais de enfrentamento à pandemia.

O Data Center passou por mudanças significativas na última década, quando as estruturas “operadas pelos proprietários” passaram a dar lugar a um modelo híbrido. Desse modo, as empresas passaram a poder combinar Data Centers próprios (ou nenhum) com estruturas remotas, geridas por provedores especialistas, como o Colocation e a Cloud (nuvem privada e nuvem pública).


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Conclusão

Hoje, cada organização de saúde está escolhendo aplicações digitais com base nos serviços que prestam, pensando em maneiras de equilibrar os requisitos regulatórios com a disponibilidade orçamentária.

No entanto, está claro que os meios nos quais tais tecnologias estão sendo hospedadas já parecem perto do seu limite de capacidade. Por esse motivo, suas possíveis implicações no Data Center devem ser avaliadas com antecedência, em conjunto com o estudo de viabilidade da adoção dessas tecnologias.

Com um planejamento cuidadoso e pragmático, laboratórios, clínicas e hospitais podem prolongar a vida útil do Data Center, especialmente quando se considera a composição de uma arquitetura híbrida.

O aumento de dispositivos conectados na área médica está, proporcionalmente, elevando as cargas de trabalho nos Data Centers. Devido a esse fluxo, estão sendo movidas para estruturas geridas por provedores especializados, como o Colocation, a nuvem e a edge, para obter mais flexibilidade, melhor desempenho e maior economia de custos.

Essa complexidade reduz os custos por meio de economias de escala, oferece escalabilidade e crescimento sem redundância excessiva, além de aumentar a resiliência da infraestrutura e transferir competências não essenciais para parceiros especializados, como a ODATA.


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