ilustração de cabos submarinos no fundo do mar

Entenda o que são cabos submarinos e como viabilizam o tráfego de dados pela Internet global

Leitura de 8 minutos
09/11/21

Os negócios estão cada vez mais ágeis, fazendo com que as informações sejam enviadas e recebidas na velocidade da luz. Tal rapidez contribui para a otimização das tarefas que são realizadas diariamente nas empresas, suas entregas e resultados. Essa eficiência, entretanto, depende da adoção de uma série de recursos tecnológicos. Entre eles, os cabos submarinos, que serão o nosso objeto de estudo neste artigo. Já ouviu algo sobre eles?

Aqui, estamos falando basicamente de uma rede de conexões subaquáticas, que transpõem barreiras territoriais e conectam o mundo por meio de cabos instalados no fundo dos oceanos, ligados às estações terrestres. Nesse sentido, sua função consiste, prioritariamente, de transmitir os sinais das telecomunicações, viabilizando o uso de um recurso do qual as companhias dependem bastante atualmente: a Internet.

Consequentemente, podemos entender que a conectividade global é alimentada por vastas redes de cabos submarinos, assim como de um amplo conjunto de ferramentas responsáveis por conferir uma conexão de qualidade, resiliente e de baixa latência, independentemente da região geográfica onde estejam situados os pontos de contato.

Nesse sentido, vemos que essa ‘teia’, integrada a um mundo de redes sem fio, suporta quase todas as nossas comunicações digitais, sem ao menos nos darmos conta de que ela existe. Assim, são a força invisível que impulsiona a Internet moderna – com muitos dos avanços dos últimos anos sendo acelerados por ‘big techs’ como Facebook, Google, Microsoft e Amazon.

Essa breve explicação já nos dá pistas do quanto a infraestrutura subaquática é decisiva para a performance do mundo conectado, sobretudo em tempos de aceleração da evolução digital. 

Por esse motivo, neste artigo, falaremos sobre o conceito e sobre as aplicações práticas das redes subaquáticas, assim como da capilaridade no Brasil e das maneiras como contribui para a potencialização dos negócios em todo o mundo. 

Quer saber mais sobre os cabos submarinos? Então, siga conosco nesta leitura.

Consumo de internet aumenta e exige mais das infraestruturas de distribuição

A aceleração digital contribui de maneira significativa para a ampliação na troca de dados pela esfera virtual. Isso se deve, em grande parte, à adoção em larga escala do trabalho remoto, sobretudo durante a pandemia de Covid-19. Para se ter uma ideia, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) detectou que o consumo de internet cresceu de 40% a 50% durante a crise sanitária.

Na escala global, segundo um estudo elaborado pela Statista, a previsão é de que haja um crescimento anual de 27% até 2022. O consumo deverá chegar a 333 exabytes ao mês, na projeção da empresa especialista em dados estatísticos. Na comparação com 2017, por exemplo, o volume não ultrapassava a faixa de 100 exabytes. 

Dentre os aspectos que impulsionam esses indicadores, podemos destacar o uso de tecnologias baseadas em Cloud, Internet das Coisas (IoT) e Big Data, que exigem bastante da malha de internet. Tais tendências, inclusive, foram apontadas recentemente por grandes consultorias, como Gartner e Forrester Research, como fundamentais para o ano de 2022.

Nesse cenário, fica claro, também, que mobilidade dos escritórios também impulsiona o uso de dados – e, assim como as demais, encabeça a lista de decisões estratégicas para os negócios nos próximos meses, de acordo com as consultorias globais.

Com tamanha demanda, as empresas precisam recorrer a recursos tecnológicos capazes de suportar essa troca de dados cada vez mais densa e complexa. E um dos investimentos essenciais mais recorrentes está relacionado ao uso de cabos submarinos, que conectam Data Centers em diferentes partes do mundo.


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Mas o que são esses cabos submarinos?

A rede de cabos submarinos consiste de uma infraestrutura submersa instalada no fundo dos oceanos. Esse conjunto de fios e conexões percorre inúmeros quilômetros mundo afora e, combinados a repetidores de sinal, viabilizam a transmissão de dados por distâncias bem grandes, em curtos períodos de tempo.

Aliás, os cabos submarinos não são uma tecnologia nova. De acordo com a Biblioteca Nacional, os primeiros modelos disponíveis no mercado surgiram na década de 1850, quando ainda eram voltados para a telegrafia. Em seguida, evoluiu-se para a telefonia e, então, para a versão atual, que tem o foco na manutenção da conectividade

Segundo o site Telegeography, mais de 436 cabos submarinos estão espalhados pelo mundo, totalizando 1,3 milhão de quilômetros de conexão. Inclusive, no site Submarine Cable Map, mantido pela companhia HMN Tech, é possível visualizar a interessante a distribuição geográfica, país por país.

De acordo com a organização, os cabos mais modernos são compostos de fibra ótica, envolvidos com plástico ou fio de aço, materiais que protegem a sua parte interna. Nessa rede, todos têm o diâmetro semelhante ao de uma mangueira (dessas comuns em jardins) e são compostos por filamentos bem finos, que lembram fios de cabelo humanos, responsáveis por transportar os sinais.

Assim, para garantir a proteção de cada cabo submarino, as unidades são instaladas no fundo do mar e não ficam perceptíveis (não correm o risco de ser vistas, por exemplo, por banhistas que estão em uma praia). Isso porque seu posicionamento é estratégico, planejado por companhias especializadas, compostas por técnicos peritos no assunto. Por sua vez, esses profissionais utilizam tecnologia de ponta para escolher os melhores pontos, evitando zonas de pesca e de turismo, entre outras que não são consideradas adequadas.

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Cabos submarinos e suas aplicações 

Na prática, os cabos submarinos são utilizados por organizações que atuam em diferentes áreas, como operadoras de telecomunicações, companhias multinacionais, órgãos públicos, provedores de conteúdo e empresas de pesquisa. Nesse cenário, essa infraestrutura viabiliza a transmissão de dados em grandes quantidades – e velocidades – habilitando sistemas de comunicação por todo o planeta.

Para se ter uma ideia, a capacidade de um cabo subaquático pode variar bastante, chegando a 224 Tbps por segundo.

Nesta rede, o ponto de encontro entre os cabos submarinos e as estações terrestres é chamado de Cable Landing Station. Tal plataforma reúne as tecnologias responsáveis por assegurar que todos os dados sejam transmitidos entre os atores da estrutura de conectividade – pontos de interesse e de interconexão. Ou seja, permitem acesso em tempo real a aplicações comerciais e de consumo, às redes sociais, ferramentas de streaming de vídeo, games e sites, entre outros serviços que exigem uma largura de banda expressiva.

Esse tráfego ocorre justamente por meio dessa estação que conecta todas as pontas, daí a necessidade de se manter infraestruturas de rede bem planejadas, implementadas e, sobretudo, gerenciadas corretamente. Tal ligação acontece por meio de uma rede backhaul no Ponto de Presença (PoP) interno da operadora.

O PoP é, na verdade, um ponto de acesso no qual duas (ou mais) redes – ou, então, dispositivos de comunicação -, conseguem se conectar entre si, por meio da internet. De acordo com o site Submarine Cable Map, no Brasil existem atualmente 14 pontos de aterrissagem, localizados nas regiões Nordeste e Sudeste.


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Conectividade de alta qualidade e baixa latência

Neste cenário, que viabiliza a qualidade da conexão global das redes de internet, a instalação de pontos de presença em praças estratégicas é o que assegura a comunicação ultrarrápida, cada vez mais estável e com menor latência.

Por isso, a ODATA foi escolhida como POP de Internet na América Latina pela Seaborn Networks, renomada empresa norte-americana especialista em cabos submarinos. A infraestrutura utilizada é o DC SP01, primeiro Data Center de Colocation do Brasil a conquistar o certificado LEED Gold, conferido pelo US Green Building Council.

O ambiente funciona como PoP de rede local da provedora multinacional. Assim, todo o conjunto de serviços da Seaborn passou a ser hospedado na infraestrutura da ODATA, tornando-a um ponto de interconexão para o cabo submarino Seabras 1, que conecta Nova York a São Paulo. Ou seja, por meio dessa estrutura, os clientes de ambas as companhias têm acesso a uma conectividade internacional (ligando Brasil e Estados Unidos), de excelente quantidade e com baixíssima latência.

Desse modo, ao integrar a infraestrutura de Data Centers da ODATA ao Seabras-1, a Seaborn garante um ponto de acesso alternativo à sua rede de alta disponibilidade.


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Conclusão

Como vimos, os cabos submarinos são imprescindíveis no contexto atual, sobretudo porque viabilizam uma conexão de Internet de qualidade entre as mais variadas localidades e situações mundo afora. Instalados no fundo dos oceanos, conduzem os dados por meio de cabos de fibra ótica, possibilitando que as informações transitem na velocidade da luz.

No Brasil, a ODATA tornou-se parceira da Seaborn Networks, especializada nesse tipo de infraestrutura subaquática, possibilitando uma conectividade internacional entre São Paulo (Brasil) e Nova York (EUA). Dessa forma, os clientes de ambas as provedoras têm acesso a um serviço de altíssima qualidade, com baixa latência, de acordo com as demandas do mercado global.

Nesse cenário, a ODATA é uma das maiores provedoras brasileira de serviços de Data Center, oferecendo infraestruturas de TI escaláveis, seguras e flexíveis para toda a América Latina. 


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