Carrinho de compra e troca de dados representando aumento do consumo online na blackfriday

Black Friday? Saiba como preparar sua infraestrutura e evitar falhas

Leitura de 13 minutos
22/11/21

Com o final de ano se aproximando, o esperado aumento no apetite do consumidor promete movimentar o mercado e impulsionar a recuperação econômica, na temporada que reúne duas das mais importantes datas comerciais: a Black Friday e o Natal. 

No Brasil, mesmo com a alta nos preços, 79% dos consumidores pretendem aproveitar as promoções e fazer compras no período. Consequentemente, à medida que os casos de COVID-19 recuam, já se espera uma movimentação importante nas lojas físicas – ainda que, para muitos, haja pouco apelo em ficar horas em pé, na fila em frente a uma loja, para disputar produtos com outro caçador de pechinchas.

Nesse sentido, um comportamento popularizado durante o hiato do isolamento social se mantém como tendência para a Black Friday, marcada para o próximo dia 26 de novembro: as compras pela internet. Assim, a previsão é de que cada vez mais pessoas recorram às lojas online para conseguir os melhores preços, criando um cenário de aquisições mais inteligentes e eficientes, que se mantém em constante ascensão.

E, para surfar esta onda, é essencial que os varejistas saibam quais investimentos tecnológicos devem ser feitos para que a organização seja capaz de aproveitar o ímpeto do consumidor, assim como as práticas que mais beneficiarão seus resultados financeiros. Entre elas, destacamos a estabilidade do e-commerce e a resiliência das redes de conectividade como iniciativas de extrema importância para que o Data Center seja capaz de suportar os picos de acesso e o grande aumento no tráfego de dados.

E com tão pouco tempo restante até a Black Friday 2021, você sabe que medidas incrementais devem ser tomadas para aprimorar seu parque tecnológico? 

Leia abaixo o conteúdo na íntegra e descubra.

O que é a Black Friday e por que é importante para o Brasil?

Resumidamente, a Black Friday é uma data comercial repleta de ofertas, seja para compras online ou em lojas físicas. Originada nos Estados Unidos, ocorre tradicionalmente no dia seguinte ao feriado de Ação de Graças. E, devido ao histórico de grande movimentação nas vendas, espalhou-se por diversos países, inclusive o Brasil, onde já é considerada um dos eventos mais relevantes para o setor varejista.

Neste período, que pode variar desde a semana que antecede a data até o final do mês de novembro, muitos comerciantes oferecem descontos e promoções especiais, aguçando o ímpeto de consumidores ávidos por pechinchas. Neste ano, a previsão é que a Black Friday e o Natal quebrem recordes anteriores, em termos de tráfego de dados e de volume de vendas.

Desse modo, a popularidade da Black Friday e o histórico de alta no e-commerce faz com que os varejistas – mesmo aqueles que ainda nutrem opiniões menos favoráveis ​​sobre o modelo – não possam se dar ao luxo de ignorá-lo.

Perspectivas para a temporada de 2021

Inegavelmente, o consumidor está cada vez mais atento às ‘propostas irrecusáveis’. E um estudo divulgado recentemente pela SEMRush comprova: o  volume de buscas relacionadas ao termo “Black Friday” cresceu significativamente em todo o mundo nos últimos anos. Nos Estados Unidos, por exemplo, houve um avanço de 34,13% em 2020. 

O Brasil, entretanto, liderou o ranking com um salto anual de 48% no período. Com a América Latina se consolidando como o mercado de crescimento mais rápido nas vendas online, de acordo com a eMarketer, os varejistas com operações na região certamente se beneficiarão desta expansão, tanto em 2021 como nos próximos anos.

Assim, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta uma movimentação de R$ 3,9 bilhões na data, com uma elevação de 6,5% frente a 2020. E mesmo com uma inflação superior a 10% no acumulado de 12 meses – e  uma consequente disparada nos preços como não víamos há anos -, 79% dos consumidores residentes em nosso país pretendem realizar compras na próxima Black Friday, de acordo com um estudo publicado pela consultoria GfK. Curiosamente, apesar da cautela com os preços, 87% das pessoas pretendem gastar o mesmo ou até mais do que no ano passado.

Neste cenário, o comércio eletrônico já projeta uma participação recorde na Black Friday. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas online já correspondem, atualmente, a 11,2% do faturamento do setor varejista. E a expectativa é de que atinjam 18,7% na Black November (como o mês ficou conhecido por aqui) de 2021. Ainda de acordo com um levantamento da Conversion, 86,04% dos indivíduos pretendem aproveitar a Black Friday para comprar os presentes de Natal.  

Nesta passada, enquanto as campanhas de marketing para a Black Friday efervescem, as previsões de escalada nas compras online já dão sinais do que os operadores de Data Centers devem esperar para o período.


LEIA MAIS: Entenda por que o Data Center é vital para a sustentação do e-commerce


Modernização da infraestrutura tecnológica é essencial para evitar downtime

Desde o início da pandemia, as empresas foram repetidamente instruídas a investir nas melhores e mais recentes tecnologias disponíveis no mercado global. E, para assegurar a continuidade do negócio, a maioria dessas organizações acelerou sua jornada de evolução digital a um ritmo nunca visto.

Entre as medidas mais recomendadas, destacaram-se:

  • modernização dos parques tecnológicos – incluindo a atualização de dispositivos de microinformática para suportar a produtividade no trabalho remoto
  • virtualização de documentos
  • adoção de ferramentas de trabalho em ambientes colaborativos, na nuvem
  • fortalecimento da conectividade
  • aumento da capacidade de funcionalidade crítica
  • aprimoramento da capacidade dos Data Centers, reconhecidos como serviços essenciais durante a crise sanitária.

Mais especificamente no setor de varejo, além do aprimoramento tecnológico, as empresas estão se dedicando a melhorar as ofertas e se concentrando na experiência do usuário no ponto de vendas, de acordo com o estudo Omnichannel Retail Index 2021. E claro, oferecendo cada vez mais serviços no modelo omnichannel, tais como devoluções mais fáceis e estacionamento designado para retirada de compras realizadas pela internet, além do foco na criação de ambientes de compras mais seguros, com a adoção de recursos como pagamentos móveis.

No entanto, mesmo as companhias mais experientes ainda têm um bom espaço para melhorias em tecnologia, especialmente quando se pensa em performance nas datas sazonais como a Black Friday. Com isso, o foco é, essencialmente, evitar terríveis dores de cabeça, como sites parados, nos maiores dias de compras. 

Assim, à medida que as compras online continuam a eclipsar as visitas às lojas físicas, é seguro afirmar que os varejistas devem assegurar que interrupções dessa natureza não aconteçam. E isso significa atenção absoluta à capacidade do Data Center.


LEIA MAIS: Downtime: entenda o impacto da inatividade do Data Center para sua empresa


Como preparar sua infraestrutura para a Black Friday

Manter um Data Center disponível e funcionando perfeitamente durante esse dilúvio de vendas pode ser um processo árduo. Além disso, o tempo de inatividade (o indesejável downtime) das infraestruturas de comércio eletrônico pode não apenas ser prejudicial às vendas, mas à reputação e às finanças da empresa como um todo. 

Mas, na prática, o que é possível fazer para se aproveitar ao máximo a alta nos desejos de compras em datas comerciais, mitigando o risco de falhas? 

Para isso, é crucial preparar a infraestrutura de rede, melhorando a experiência digital e reduzindo o abandono do carrinho. Abaixo, listamos seis aspectos aos quais você deve dedicar maior atenção:

1. Escalabilidade é a chave

A velocidade e a escalabilidade da rede de internet são características essencialmente necessárias para que a empresa consiga lidar com o aumento do tráfego e evitar travamentos no processamento de transações online. Por esse motivo, identifique, com antecedência, quais servidores estão operando com capacidade máxima e quais são possíveis de se escalar.

2. Largura de banda flexível

Sabia que os primeiros sete segundos de uma visita à página de internet são vitais para a decisão do usuário permanecer (ou não) no site? Isso significa que, caso ele faça uma visita ao seu e-commerce e o site demore a carregar, é bem provável que o potencial consumidor o abandone. E, assim, todo o seu investimento na aquisição deste cliente irá por água abaixo.

Por esse motivo, ter um serviço de internet com largura de banda limitada não será benéfico para o seu negócio quando uma grande quantidade de usuários tentar acessar o seu site simultaneamente. 

Contudo, se puder garantir que a sua solução de conectividade tenha largura de banda suficiente e alta capacidade de manutenção, permitirá que o cliente navegue pela plataforma sem interrupções na jornada.

3. Segurança cibernética aprimorada

Datas movimentadas, como a Black Friday, tornam os varejistas um dos alvos principais de ciberataques, já que os picos de acesso deixam os sites extremamente vulneráveis a ameaças virtuais. De acordo com um levantamento da ClearSale, as tentativas de golpes nas compras online devem crescer 52% na Black Friday deste ano, em relação a 2020.

Para evitar brechas desta natureza, é recomendável que o gestor de tecnologia tenha familiaridade com toda a sua infraestrutura de rede, certificando-se de manter um processo de gerenciamento consistente.

Neste cenário, os ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) representam um dos maiores riscos durante os períodos de pico de tráfego, com invasores tentando ‘bombardear’ a empresa com um volume de tráfego tão alto, que o site ficará sobrecarregado e, possivelmente, travará.

Infelizmente, a frequência de grandes ataques continua a aumentar e, por isso, as organizações devem adotar uma abordagem integrada de proteção em várias camadas. 


LEIA MAIS: Ciberataques: veja os que mais afetam o tempo de atividade dos Data Centers e saiba como mitigá-los


4. Garanta a conformidade

Além da segurança geral do site e de toda a infraestrutura de rede, é inegociável que a empresa esteja em conformidade com o padrão de segurança de dados da indústria de cartões de pagamento (PCI-DSS). Como um operador de comércio eletrônico, você é responsável por facilitar as transações financeiras – o que significa que, consequentemente, é o encarregado de manter os dados de seus clientes seguros quando realizarem uma transação em seu site.

Para isso, mantenha suas atividades e o banco de dados em concordância com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e avalie o nível de conformidade com o PCI. Com antecedência, faça as alterações necessárias. O monitoramento de ameaças auxilia na conformidade com o PCI DSS de várias maneiras.

5. Otimize o consumo de energia

Com o aumento da demanda de tempo de atividade vem, proporcionalmente, a ampliação no consumo energético. Contudo, ao rastrear o fluxo de energia, desde o circuito de ramificação individual até o medidor da concessionária, as surpresas serão minimizadas.

Isso porque, com a capacidade de monitorar o uso de energia e a demanda nessa granularidade, as flutuações serão notadas imediatamente. E, com a ajuda de alertas, as correções poderão ser feitas antes que algum desastre ocorra. 

Além disso, simular falhas em um ambiente controlado mostrará ao operador o que aconteceria se determinada peça falhasse repentinamente ou fosse desligada. Assim, esta simulação revelará vulnerabilidades na cadeia de energia e fraquezas de redundância que podem ser corrigidas antes que a Black Friday entre em ação.

Desse modo, vemos que otimizar o uso de energia, certificando-se de que seja usada da maneira mais eficiente possível, dará ao gestor do Data Center uma tranquilidade maior nos dias de alto tráfego. 


LEIA MAIS: Entenda porque terceirizar o Data Center pode melhorar os índices de sustentabilidade da sua empresa


6. Cuide do arrefecimento da estrutura

O resfriamento é tradicionalmente uma das maiores – senão a maior – despesa no Data Center. Por meio do monitoramento em tempo real da temperatura em toda a instalação, o risco de falha pode ser minimizado ao descobrir os pontos quentes, de modo que a carga ou o equipamento possam ser reorganizados. Assim, evita-se o superaquecimento.

Para isso, aposte no mapeamento de resfriamento da estrutura. Para isso, é possível utilizar o mapeamento de rack, piso e temperatura para mover o equipamento para locais ideais, controlando pontos de acesso e aumentando a temperatura ambiente.

Em média, para cada grau que a temperatura ambiente é aumentada, uma economia de 4% pode ser obtida na conta de energia. E isso, certamente, representa uma economia substancial quando se considera a carga extra que será necessária para cobrir as atividades da Black Friday.

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Escalabilidade e resiliência na Black Friday: aposte no Colocation

Com a tendência das compras online ultrapassando, de forma esmagadora, as aquisições nas lojas físicas, algumas empresas podem estar pensando em construir uma infraestrutura de dados própria, como forma de preparar a elasticidade da rede para o futuro. 

Na verdade, a ideia de construir um Data Center pode ser uma montanha muito alta a se escalar. Isso porque a iniciativa inclui desde a seleção do local, a compra do terreno, o projeto e a construção de um edifício adequado, até o custo da obra e a sobrecarga da equipe interna dedicada à manutenção, com uma experiência necessária nem sempre existente para operar um Data Center de forma contínua. 

É aqui onde o serviço de Colocation se destaca como uma opção mais assertiva. Neste modelo, em vez de se investir grandes quantias de capital e esperar enquanto o site é preparado, a empresa pode simplesmente alugar espaços em edifícios existentes, construídos por provedores especializados em desenvolvimento e gerenciamento de Data Centers. E, assim, colher os benefícios da modernização da estrutura muito mais rapidamente.

Em especial, o serviço permite que tanto o espaço para hospedagem dos equipamentos quanto a largura de banda sejam ampliadas (ou reduzidas) rapidamente, para atender aos picos de demanda por seus serviços, como na Black Friday. 

Ademais, o Colocation ainda se configura como uma opção sólida para provedores de serviços de nuvem, que variam de pequenas a grandes empresas de hiperescala, para atender varejistas menores. Neste segmento, fornecedores de cloud estão, cada vez mais, se voltando para provedores de soluções de Data Center para ajudá-los a cumprir seus requisitos de escalabilidade. 


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Conclusão

Mesmo antes da pandemia de COVID-19, a globalização estava em meio a uma mudança profunda, impulsionada por desenvolvimentos tecnológicos, caminhos divergentes de crescimento entre economias desenvolvidas e emergentes, com o aumento de incertezas geopolíticas impulsionando tendências de nacionalismo e protecionismo.

Contudo, o comércio sempre foi uma atividade que, de certa forma, uniu os países. E com a popularização das tecnologias digitais, já não há mais limites territoriais para um consumidor ávido por bons negócios. É aqui que as datas comerciais, como a Black Friday e o Natal, trazem esperança de prosperidade e recuperação econômica.

Independentemente de como a empresa decida operar nesta época, à medida que as compras online continuam a eclipsar os gastos nos pontos de vendas, a necessidade de aprimorar infraestrutura de rede e o funcionamento do Data Center só vai aumentar – seja impulsionada pelos próprios varejistas ou pelas demandas de um consumidor cada vez mais exigente.


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