Imprensa

Confira a seguir algumas matérias na imprensa em que ODATA teve destaque:

Data Center é concebido com alto nível de eficiência energética

18 de setembro de 2017

O PROBLEMA

Para se tornar mais competitivo no mercado de locação de espaço físico e de infraestrutura para armazenamento de dados de terceiros, onde a energia é o maior custo operacional, o novo Data Center ODATA, do Patria Investimentos, em Santana de Parnaíba (SP), precisava incorporar ao máximo conceitos de eficiência energética.

A SOLUÇÃO 

Inaugurado em maio deste ano, o Data Center ODATA aproveitou o alto capital investido e radicalizou nas medidas, adotando tecnologias considerados o estado da arte no setor.

O RESULTADO 

O Data Center ostenta hoje um dos melhores índices de eficiência energética do País na área, comprovado pela métrica utilizada no setor chamada PUE (Power Usage Effectiveness), criada pelo Up Time Institute. Enquanto na média os Data Centers nacionais tem PUE de 1,8 o da ODATA é de 1,43 – Quanto mais próximo de 1 mais eficiente é a central.

Para os Data Centers – centrais de processamento  e armazenamento de dados – a energia é o principal fator de custo operacional, já que eles não podem parar e consomem em demasia para manter servidores em operação e sempre refrigerados. A paranoia é tão grande que as centrais trabalham com geradores emergenciais e no-breaks (UPS) em redundância, ou seja, são preparadas para acionar a “emergência da emergência”.

Essa preocupação é ainda maior em relação aos Data Centers que prestam serviço para terceiros  – modalidade conhecida no mercado como “whosale colocation”, quando se disponibiliza o espaço físico, a infraestrutura de energia, de refrigeração, de segurança e armazenamento dos dados para provedores de serviços de nuvem, telecom e de softwares de serviço. Cada item necessário para esses clientes hospedados do Data Center movimentarem suas informações eletrônicas tem seu preço negociado no contrato de locação. Ter margens maiores, no caso de cobrança pela energia, significa para o dono do Data Center adotar melhores práticas de eficiência energética.

Foi com essa premissa que a ODATA, empresa de Data Centers criada pela área de infraestrutura do Pátria   Investimentos, um dos maiores fundos de gestão do País, encomendou o projeto e inaugurou em maio deste ano a sua primeira sede, em Santana de Parnaíba (SP). Voltada para as ofertas de whosale colocation e também para retail (quando outras empresas alugam racks do Data Center para instalar seus servidores), a ODATA não economizou ao adotar medidas e tecnologias para economizar o máximo possível de energia. Vale ressaltar que 70% a 80% dos custos operacionais deste Data Center vem do consumo energético.

Fruto de investimento de R$400 milhões  do Pátria, a construção recorde do Data Center em apenas sete meses incluiu, para começar, a instalação de uma subestação de 20MVA e linha de transmissão de 800 metros para chegar até a da AES Eletropaulo.

A fim de se precaver  de quedas de suprimento da concessionária, porém já estão instalados na primeira fase do investimento três UPS (no-breaks), cujas as baterias garantem 12 minutos de autonomia  até que grupos geradores  a diesel sejam acionados. Por enquanto, há três grupos geradores de 1,5 kVA cada e um redundante de 3,5 kVA, com um tanque externo de 60 mil litros de diesel para atender a três dias de alimentação.

E isso é só para o começo. Quando Data Center estiver a plena carga, o que significa ocupar as 12 salas de TI (hoje duas já foram ocupadas e duas estão em processo de ocupação), estarão instalados 15 UPS e 15 grupo geradores. O Data Center, alias,  terá 13.000 m2 de área construída e sera executado em três fases, cada uma delas contemplando quatro salas com 120 a 144 racks com densidade média de 7kVA por rack.

Além da garantia de energia, o uso de sistemas eficientes foi preocupação pela responsável pela obra, a Afonso França Engenharia, que a pedido da ODATA instalou também um inovador sistema de refrigeração, fundamental para manter os servidores resfriados. Da empresa Vertiv, trata-se do chamado free-cooling indireto, que usa o ar externo, quando este chega a 17ºC (o que não é incomum em Santana de Parnaíba), para resfriar o sistema, permitindo que o chiller de água gelada seja desligado nesses momentos.

Outras medidas importantes para economia no consumo foram a adoção apenas de luminárias LED no Data Center, ao todo 2,100, e a construção de microusina solar de 15kW para alimentar a iluminação e parte da área administrativa.

Também foi possível agir para melhorar a eficiência energética na parte construtiva do edifício. A construtora projetou uma altura ideal do pé-direito para que a climatização das salas fosse mais bem distribuída e concentrada. Essa medida trouxe uma vantagem competitiva em comparação com muitos outros Data Centers instalados no Brasil, que usam galpões convencionais existentes com pé-direito muito alto e que, por consequência, tem área muito maior para ser refrigerada.

Todas essas iniciativas fizeram com que o Data Center obtivesse uma classificação muito elevada de eficiência energética do UpTime Institute, instituição que normatiza globalmente a infraestrutura dos data centers. A chamada PUE (Power Usage Effectiveness ou efetividade do uso de energia) da ODATA foi de 1,43, contra a média de 1,8 (quanto mais próximo do 1 mais eficiente é o Data Center). A métrica do PUE se baseia em cálculo que avalia a relação entre a energia consumida pelo Data Center inteiro e a consumida pelos servidores. Estar com o PUE elevado significa que o local está gastando mais energia com a infraestrutura (climatização principalmente) do que com os servidores.

Além desse índice, em outubro o Data Center também deve ser certificado pelo LEED Gold, de identificação sustentável, sendo o primeiro do ramo de colocation no Brasil a conquistar a certificação. No início de 2018, outra mudança será a migração para o mercado livre de energia.

Além do Data center em Santana de Parnaíba, a ODATA pretende investir em mais quatro outros no médio prazo , no interior de São Paulo, Rio de Janeiro , Pernambuco Ceará, cada um deles com os mesmos investimentos médios de R$400 milhões. E, claro, com a mesma preocupação com a energia, um “dado” fundamental a ser controlado pelos Data Centers, que já respondem por 3% do consumo mundial.

Sala do Data Center da ODATA: estado da arte em eficiência energética

Fonte: Revista Brasil Energia