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Confira a seguir algumas matérias na imprensa em que ODATA teve destaque:

Iniciativa privada e governo priorizam centros regionais

4 de setembro de 2017

Considerado um dos maiores mercados consumidores de dados da era da nuvem, o Brasil tem ainda uma participação tímida em datacenters próprios, fundamentais na migração para plataformas de terceirização cloud e de “colocation” (aluguel de infraestrutura de rack e alimentação de energia para o servidor da empresa). Mesmo assim, o país concentra 45% dos centros de dados da América Latina, segundo informação da Datacenter Dynamics.

“O Brasil é grande consumidor, mas só tem 1% dos dados em datacenters no país”, afirma André Borges, secretário de telecomunicações do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O grande fator de encarecimento dos sites, diz ele, é a importação de equipamentos.

“Elaboramos um projeto para medida provisória, ainda em ajustes finais, que visa estimular a construção de mais datacenters, pois trazem muitos benefícios, como a diminuição da latência da informação e geração de empregos”, diz Borges. Outro claro benefício é o aumento da receita com serviços de centros de dados, da qual o Brasil já detém 47,6% do total na América Latina, de US$ 2,87 bilhões em 2016, segundo estudo da Frost & Sullivan. “O projeto significa, essencialmente, isenção de PIS, Cofins, e em alguns casos de IPI, na importação”, afirma.

Enquanto a MP do governo não se torna realidade, novos centros estão sendo construídos para atender a demanda. Um dos recentes é o DC SP01, da OData, focada em “colocation”. A empresa escolheu um terreno de 23 mil metros quadrados em Santana de Parnaíba (SP), que atendeu aos requisitos da obra, concluída em dois anos. “Para a escolha do local, levamos em conta diversos fatores. O primeiro é se podemos atender a demanda dos clientes âncoras, como os grandes fornecedores de nuvem. Em segundo lugar, verificamos qual é a distância da subestação – um fator crucial para se evitar a construção de torres sobre propriedades privadas”, diz Ricardo Alário, CEO da companhia. Ele cita também como requisito a proximidade de regiões “fibradas”.

O espaço da ODATA conta com subestação própria de 20 megawatts de potência e tem conectividade com outros datacenters de Santana de Parnaíba e de Barueri. “Considero este o maior polo do país”, diz Alário. “Quando as 12 salas estiverem montadas, teremos investido R$ 400 milhões”, calcula. “Nossa expectativa é de construir um datacenter por ano. Ou seja, quadruplicar a capacidade nos próximos quatro ou cinco anos.”

A Ascenty, focada em “colocation” e conectividade em rede, ativou seu sétimo datacenter na cidade de Sumaré (SP), região metropolitana de Campinas – São Paulo e um em Fortaleza. E inauguraremos este ano o oitavo – que será o primeiro no Rio de Janeiro. Para o ano que vem, temos planos de investir R$ 1 bilhão em cinco datacenters novos – quatro na região paulista”, afirma Chris Torto, CEO da Ascenty.

A escolha de Sumaré levou em conta a qualidade de conectividade, via fibra ótica, com as principais operadoras de telecom. O novo datacenter, com mais de 20 mil metros quadrados de área construída e subestação própria com abordagem dupla em alta tensão, foi planejado para uma potência total de 20MW. O CEO da Ascenty calcula que o custo de cada centro de dados é em torno de US$ 60 milhões e prevê outras unidades para os próximos anos. “Para se ter uma ideia, a infraestrutura do país em 2018 tem capacidade de atender apenas 10% da demanda”, diz.

É também em Santana de Parnaíba que a Equinix inaugurou, no primeiro trimestre deste ano, o IBX SP3, com mais de 20 mil metros quadrados de espaço, que garantirá a conexão com o datacenter SP2, construído na vizinha Barueri. A estrutura está também estrategicamente próxima do datacenter da BM&F Bovespa. Projetado para ser o maior site da América Latina, o SP3 usa energia solar de alimentação para os escritórios e áreas comuns e utiliza fibra óptica escura entre os sites, que oferecem acesso direto a mais de 1.000 clientes. Estão previstos 2.800 racks que dobrarão a capacidade da empresa no Brasil – por enquanto, estão disponíveis 720 racks. “Na escolha de um lugar, como Santana de Parnaíba, consideramos o acesso à energia elétrica e a conectividade de fibra na região, além das vias de acesso aos principais centros econômicos”, explica Victor Arnaud, diretor de expansão e estratégia para a América Latina da Equinix.

Fonte: Valor Econômico