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Confira a seguir algumas matérias na imprensa em que ODATA teve destaque:

Potencial de mercado atrai investidor

31 de agosto de 2017

O potencial de crescimento do mercado de datacenter é tamanho que já começa a despertar o interesse dos fundos de investimentos, sempre muito rigorosos na seleção dos ativos em que vão aportar os recursos de seus investidores.

No Brasil, o exemplo mais significativo desse movimento vem do Pátria, que aportou recursos de seu Fundo de Infraestrutura III para a criação da Odata. A empresa foi concebida para ter uma rede de datacenter e investiu R$ 400 milhões na construção da primeira unidade, o DC SP 01, inaugurado em maio, em Santana de Parnaíba, Região Metropolitana de São Paulo.
“A entrada do Pátria no mercado de datacenter não surpreende porque os fundos de private equity e de infraestrutura já demonstraram interesse nas mudanças do mercado a partir do movimento de transformação digital, em que a computação na nuvem é uma das tecnologias disruptivas”, analisa Marco André Almeida, sócio da KPMG, consultoria que realiza pesquisa sobre fusões e aquisições. Os fundos de investimento também têm apresentado interesse pelas empresas de infraestrutura de telecomunicações, como as de fibra óptica e as de torres.

“O BTG Pactual que comprou a Globenet, e hoje estamos com um mandato de uma empresa para buscar recursos dos fundos de infraestrutura para montar uma rede de fibra óptica”, acrescenta Almeida. “Da mesma forma que nos anos 1990 assistimos à migração das aplicações dos mainframes para baixa plataforma, estamos vendo agora a migração da TI tradicional para a nuvem”, afirma.

Erguido em um terreno de 23.000 m2, o DC SP 01 já está em funcionamento comissionado. São 14.200 m2 de área construída, 12 salas de TI e foco em colocation. Ricardo Alário, CEO da Odata, afirma que, quando trabalhava no Pátria entre os anos de 2014 e 2015, não teve dificuldade em convencer os investidores do potencial do negócio, argumentando que o mercado de TI passa por uma verdadeira mudança de paradigma que iria acontecer de forma rápida.
“É como se a infraestrutura que vigorou nos últimos 40 anos fosse virada de cabeça para baixo. As empresas deixam de comprar infraestrutura para adquirir capacidade e carga. É uma onda irreversível. E quando olhamos a disponibilidade de espaço e de energia, identificamos que a demanda seria maior do que o que se estava construindo no país”, afirma Alário.
O CEO da Odata observa que qualquer área de infraestrutura no Brasil é deficiente porque requer alto investimento de capital. Em 2015, havia, nos Estados Unidos, 1.600 prédios de colocation e construíam-se 100 novos por ano. Na Europa, eram 1.200 prédios e 50 novos a cada ano. O Brasil tem 35 datacenters e constroem-se de dois a três por ano.

“É muito pouco para um país que tem o quarto maior mercado de celulares e o quinto maior tráfego IP. Todo o mercado de comunicação é deficitário. Mostramos para o investidor a oportunidade de se criar a base da pirâmide para a infraestrutura da nuvem. O Pátria já tem investimentos em torres e redes de telecom”, afirma Alário.

O apetite dos fundos também vem de fora do país. Em maio, a Ascenty recebeu um aporte de US$ 150 milhões do fundo Blackstone. A empresa já havia recebido um primeiro investimento da Great Hill Partners.
Chris Torto, CEO da Ascenty informa que o aporte realizado pelo Blackstone visa a acelerar o crescimento da companhia. Para 2017, estão programados cinco novos datacenters no Brasil. Em 2018, serão mais quatro unidades no Brasil e uma no Chile.

“A companhia prevê ter 13 datacenters em operação, até o final de 2018. A expansão é intensiva em capital, o foco são grandes datacenters que consomem cerca de R$ 60 milhões. Os fundos são rigorosos mas estão vendo oportunidade com as novas tecnologias de mobilidade, cloud e big data. Tudo isso demanda melhoria na conectividade e a computação na nuvem deu o grande impulso. Não faz mais sentido para as empresas terem infraestrutura própria”, afirma Torto.
Há ainda um movimento de fusões e aquisições em andamento. A chilena Sonda aportou R$ 114 milhões para a compra de 60% de participação no datacenter da Ativas, em agosto de 2016. A Cemig e a Asamar permanecem com os demais 40%
“O consumo de aplicativos e de streaming vai impulsionar a demanda por processamento na nuvem. A Sonda já tinha um datacenter em Santana do Parnaíba (SP) de 500 m2, mas o da Ativas é três vezes maior e vai complementar nossa estratégia focada em serviços com valor agregado como gestão e integração de cloud”, conclui Bruno Faustino, diretor de datacenter e cloud da Sonda.

Fonte: Valor Econômico