Imprensa

Confira a seguir algumas matérias na imprensa em que ODATA teve destaque:

ODATA inaugura Data Center em Santana do Parnaíba

7 de agosto de 2017

A Odata, empresa idealizada pela área de infraestrutura do Pátria Investimentos, um dos maiores grupos brasileiros de gestão de investimentos alternativos, inaugurou no dia 24 de maio a primeira fase do data Center em Santana de Parnaíba, SP. A rápida construção do site foi um dos destaques do empreendimento, que ficou a cargo da Afonso França Engenharia, de São Paulo. As obras tiveram início em agosto de 2016 e a entrega e comissionamento ocorreram em março último. O prazo de sete meses foi considerado curto até mesmo para os padrões norte-americanos, que em geral levam oito meses para executar uma instalação de mesmo porte. Além do desafio de tocar uma obra complexa, a Odata precisou coordenar o trabalho de 442 fornecedores, totalizando mais de 800 profissionais e 21 frentes de trabalho simultâneas. O foco do data center é o “wholesale colocation”, no qual a finalidade é disponibilizar espaço físico, infraestrutura de energia, refrigeração e segurança para o armazenamento de grandes volumes de informação, como os provedores de serviços de nuvem, software como serviço e telecom. “Não vamos oferecer serviços de TI e não entraremos no ambiente dos clientes”, diz Ricardo Alário, CEO da Odata. Um outro mercado é o “retail”, ou seja, empresas do setor industrial, mercado financeiro, entre outras, que poderão alugar racks ou cages com 10, 20 ou 30 racks e lá instalar seus servidores.

Com investimento total de R$ 400 milhões, o data center da Odata está instalado em um terreno próprio de 22.800 m2. A instalação terá no total 13.500 m2 de área construída (área de piso elevado de 5600 m2), com 12 salas de TI, que serão construídas em três fases, sendo quatro salas por fase (120 a 144 racks por sala, com densidade média de 7 kVA por rack). No evento realizado em maio, foram inauguradas duas salas. Mas toda a infraestrutura comum está pronta para os quatro ambientes da primeira fase. “Assim que houver demanda, poderemos colocar uma nova sala em operação em apenas quatro meses”, diz Rafael Bomeny, Chief Financial Officer da Odata. O data center é alimentado por uma subestação própria com 20 MVA. Para chegar até a linha de transmissão da AES Eletropaulo, a Odata construiu uma linha de transmissão de 800 metros. Diante de uma interrupção no fornecimento da concessionária, as baterias do UPS garantem uma autonomia de 12 minutos até que o grupo gerador seja acionado. Nesta primeira fase, são três grupos geradores de 1,5 kVA cada e mais um redundante de 3,5 kVA. Um tanque externo com 60 mil litros de diesel garante três dias de alimentação sem abastecimento de combustível. A disponibilidade de energia é fundamental para a instalação. Cerca de 70% a 80% dos custos operacionais da Odata são provenientes do consumo de energia. Um dos destaques é o free cooling indireto do sistema de refrigeração: quando o ar externo chega a 17°C, o sistema desliga automaticamente o chiller de água gelada. Um outro ponto a favor da eficiência energética é a própria concepção do edifício.

Como a construção partiu do zero, o projeto considerou a altura ideal do pé direito para uma climatização mais eficiente. “Muitos data centers se instalam em galpões logísticos adaptados, que têm o pé direito muito alto, com maior área para refrigeração e, portanto, maior desperdício”, diz Bomeny.
O data center usa energia fotovoltaica para iluminação e área administrativa. Todas essas medidas garantiram uma elevada eficiência energética (PUE de 1,43). O prédio conquistou o certificado Tier III (projeto + facility) do Uptime Institute e está em processo para obtenção do LEED Gold. “Será o primeiro data center de colocation no Brasil com LEED Gold”, diz Bomeny.

Fundada em junho de 2015, a Odata está sediada em São Paulo. A empresa tem planos de construir mais data centers no país e na América Latina.
“O Brasil é carente em data centers”, diz Alario. Segundo ele, o grupo mapeou o mercado de colocation e os resultados foram impressionantes. Nos EUA, o setor cresce 18% ao ano e tem 1600 data centers. Somente a Flórida tem 100. Na Europa, são 1200 sites, com expansão anual de 20%. “No Brasil, há 34 prédios de colocation, sendo 15 com padrão e capacidade para receber a nuvem”, diz.

Entre os primeiros clientes da Odata está a Dedalus Prime. As empresas se uniram para oferecer ao mercado serviço inédito para atender projetos que buscam os benefícios de cloud pública, mas que precisam também utilizar sistemas em ambiente tradicional. A Dedalus Prime está posicionada no mercado do TI como um cloud services broker e tem parcerias com AWS, Microsoft e Google para oferta de cloud computing. “Essa parceria amplia a nossa atuação para atender a um maior número de empresas que não conseguem ‘virar a chave rapidamente’, mas desejam fazer uma migração programada para cloud computing”, finaliza o presidente da Dedalus Prime, Maurício Fernandes.

 

Fonte: Revista RTI