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Confira a seguir algumas matérias na imprensa em que ODATA teve destaque:

Odata, do fundo Pátria, investirá US$ 100 milhões na Colômbia

3 de abril de 2017

Poucas semanas depois de inaugurar seu primeiro centro de dados e conquistar os primeiros clientes no Brasil, a Odata, empresa criada pelo fundo de investimento Pátria para atuar nesse segmento, deu início à expansão internacional de suas operações.

O primeiro alvo da estratégia é a Colômbia, onde a companhia pretende inaugurar, no começo de 2018, um centro de dados com 2,2 mil m2. A unidade, que começa a ser construída entre junho e julho, ficará instalada em uma Zona Franca próxima à capital, Bogotá. Até o fim do ano, a Odata também pretende entrar no Chile.

Segundo Rafael Bomeny, diretor financeiro da companhia, a expectativa é investir perto de US$ 100 milhões na Colômbia para construir três centros em um período de sete anos. “É um mercado que tem impulsionadores muito parecidos com os do Brasil, vai experimentar um crescimento forte, mas, por outro lado, tem uma defasagem de cinco a sete anos. Mas é algo que deve acontecer”, disse. A nova operação tem como sócio minoritário o grupo local Navitrans, que tem negócios nas áreas de transporte, construção e investimentos no setor imobiliário.

Além das características do mercado, a escolha da Colômbia como primeira parada na expansão está ligada à estrutura já estabelecida pelo Pátria no país. Há dois anos, o fundo desembarcou por lá, e também no Chile, para  procurar novas oportunidades de investimento.

Segundo Bomeny, a aposta regional faz sentido devido ao perfil dos clientes: grandes empresas multinacionais. “Eles não querem ter um provedor na Colômbia, outro no Chile, outro no Peru e outro no Brasil. Pra eles, se tiverem um ponto único para a América Latina, melhor” disse. No Chile, a companhia está olhando possíveis áreas para instalar uma unidade e a entrada no país ocorrerá até o fim do ano, afirmou o executivo. A estimativa é que o investimento lá fique próximo aos US$ 100 milhões aplicados na Colômbia. De acordo com Bomeny, Peru, Argentina e México são mercados que a Odata está acompanhando de perto para continuar sua expansão.

O foco da companhia é um segmento do mercado de centro de dados conhecido como de atacado, ou “colocation”. Isso significa que ela não oferece sistemas de gestão ou outros softwares corporativos, como fazem Tivit e Sonda, por exemplo. O que ela faz é oferecer a infraestrutura básica (espaço, energia e refrigeração) para que outras companhias instalem seus centros de dados. Entre seus potenciais clientes estão empresas que querem reduzir custos com a gestão seus próprios centros de dados, ou expandir o espaço ocupado por essa estrutura sem ter que gastar com um novo imóvel, além de provedores de serviços de tecnologia como Google, SAP, Microsoft, Oracle, entre outros.

Atualmente, a companhia tem alguns contratos de menor porte, para instalação no centro de dados de Santana de Parnaíba (SP) a partir de 15 de abril. Eles ocupam duas salas do espaço de 13,5 mil m2. Um contrato de maior escala está prestes a ser fechado e vai ocupar mais duas salas, disse Bomeny.

Fonte: Valor Econômico