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Resolvemos por meio deste blog estabelecer um canal direto de comunicação do grupo executivo da ODATA com nossos clientes, prospects e parceiros. É também uma forma de conhecer um pouco melhor nossa visão, forma de pensar e um pouco da cultura ODATA.

Onde vive a Nuvem?

Ricardo Alário

Trabalhei os últimos 17 anos fazendo investimentos em empresas de tecnologia e a promessa de uma computação centralizada com diversos tipos de  equipamentos acessando um repositório central é algo que se discutia  desde o final do século passado. E já teve diversos nomes: tecnologia  cliente/servidor ou network base computing, os famosos ASPs (Aplication Service Providers) que foram os percussores dos nossos conhecidos SaaS (Software as a Service) de hoje. O termo nuvem (ou cloud computing em inglês) ganhou as manchetes a partir de 2006, quando empresas como Google e Amazon começaram a oferecer serviços de armazenamento, computação, e softwares remoto utilizando a internet como conexão. Mas aparentemente, o termo foi criado 10 anos antes, por dois executivos da Compaq Computers. Foi em 1996, quando o Netscape era o navegador mais importante e o mundo começava a usar correio eletrônico, que Gorge Favoloro e seu colega Sean O’Sullivan escreveram um documento prevendo o que todas as soluções de software corporativo seriam disponibilizadas através da internet e descreveram essas aplicações como computação em nuvem. Mas a visão ( incrivelmente precisa) destes dois executivos demorou quase 15 anos para se concretizar.

O mercado de TI precisou passar por inúmeras evoluções até chegar na nuvem pública como a oferta de serviços da Amazon, Microsoft e outros é conhecida hoje em dia. Servidores evoluíram e baratearam, a disponibilidade de banda cresceu muito, o preço de storage despencou, muitas linhas de software tiveram que ser escritas e diversos padrões de troca de dados tiveram que ser adotados. Além disto, a evolução dos smartphones criou uma demanda onde o consumidor final não vive sem a “nuvem”, pois é lá que ficam suas fotos, músicas, arquivos e e-mail.

Foi acompanhando essa  tendência, e vendo que o mundo de tecnologia passava por uma mudança de paradigma, que me deparei com o problema de infraestrutura que esse crescimento acelerado gerava. A expectativa dos clientes, tanto corporações como o consumidor final é de que seus arquivos e serviços estejam disponíveis 24/7/365, logo a infraestrutura que a suporta precisa ter a mesma disponibilidade. Os servidores que formam a nuvem precisam estar em um prédio resiliente, com diversos mecanismos de segurança caso haja uma falha de energia, climatização ou conectividade. Ou seja, a grande maioria das empresas não mais poderia abrigar seu próprio parque tecnológico, mesmo que optasse por criar sua nuvem privada.

No mundo todo, a procura por espaço em data centers tem crescido muito, e no Brasil e no restante da América Latina isto não é diferente. Muito dos data centers que foram construídos há 10 ou 15 anos, não tem hoje as características de eficiência energética, ou capacidade de energia para abrigar estas novas estruturas de nuvem, que precisam de ambientes muito densos em energia e sistemas de climatização específicos para dissipar todo o calor gerado por pilhas de servidores.

Em vista desta oportunidade, no início do ano passado, decidi dar uma guinada na minha carreira e vida. Saí da posição de investidor e conselheiro, e resolvi empreender. Me juntei ao Pátria Infraestrutura, uma gestora que acredita na oportunidade tanto quanto eu. O Pátria, além de agregar capital, o que é crucial neste setor, é composto por pessoas fantásticas, têm muita experiência em operações de startup em infraestrutura e também possui uma marca muito respeitada e reconhecida no setor de investimentos. A partir deste início, Rafael (do Pátria) decidiu se juntar ao time e  com a vinda dos meus colegas Marcelo e Bruno (que compoe o restante da diretoria), nasceu a ODATA.